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Pro Mundo (Out!) | Moira Strand e sua jornada de resistência

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Em The Handmaid’s Tale”, após o golpe de Estado contra o governo dos Estados Unidos, a Constituição do país foi suspensa, todas as mulheres demitidas, iniciou-se uma busca por pessoas consideradas como ameaça ao país. Nesta distopia, marcada por um regime teocrático e totalitário, onde mulheres não possuem direitos e são tratadas como propriedade, os relacionamentos de pessoas do mesmo sexo são extremamente proibidos. Desde o início a população LGBTQIA+ se tornou alvo, foram caçados, assassinados e colocados no muros, mulheres férteis viraram Aias, sendo classificadas como “traidoras de gênero”, o que ocorreu com  Moira Strand (Samira Wiley).

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Moira é a melhor amiga de June Osborne (Elisabeth Moss) desde a faculdade, sempre tiveram uma relação bem próxima, e acabaram tendo o mesmo destino. Ambas foram capturadas e levadas para Gilead, especificamente ao Centro Vermelho, local onde são treinadas e doutrinadas de acordo com as regras vigentes. Strand sempre foi decidida a enfrentar o que fosse necessário para fugir, nunca foi conformada com o que lhe foi destinado. Com a ajuda de June, ela foge do Centro, mas acaba sendo obrigada a “escolher” entre trabalhar nas Colônias, local com armazenamentos de lixo tóxico, ou ir para Jezebels, onde funciona um bordel no qual os Comandantes vão para ficar com mulheres sem o conhecimento de suas esposas e escondido de todos. Lá Moira era conhecida como Ruby.

Foi em Jezebels que Moira reencontrou sua amiga June, há algum tempo, após fugir do Centro Vermelho. Ela tinha perdido um pouco da esperança, e foi esse encontro que renovou suas forças. A partir daí, ela conseguiu fugir mais uma vez do local que estava, mas agora a fuga a levou para fora do país. Antes disso, auxiliou June com o pacote de cartas de mulheres capturadas de Gilead, com seus testemunhos sobre o que passaram até aquele momento, o que foi uma ferramenta muito importante, usada mais tarde na tentativa de desestabilizar o governo. Moira conseguiu sair e chegar até o Canadá, reencontrando Luke (O. T. Fagbenle), depois de anos, que a acolheu como um membro da família.

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Na ausência de sua amiga, foi o colo que a bebê Nichole precisava. Juntamente com Luke, mudou toda sua rotina para se adaptar à nova vida. Acolheu crianças refugiadas, ex-Aias e Martas, trabalhou em ONGs de refugiados, atravessou a fronteira e brigou para conseguir trazer sua amiga para o Canadá. Moira contribuiu de forma importante, fazendo com que, após anos, June finalmente saísse de Gilead.  A série fez questão de mostrar como ela está tentando recomeçar sua vida pessoal, permitindo conhecer uma nova parceira, Oona (Zawe Ashton), que também trabalha na mesma organização.

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Gilead tirou de Moira Strand a pessoa que amava logo no início, tirou sua liberdade, fez com que fosse violentada diversas vezes, foi obrigada a fazer coisas que não imaginava e deixou marcas eternas em sua trajetória. Como é possível perceber, as experiências vividas no país não são fáceis de esquecer e influenciam em diversos aspectos da vida. Fora de lá, ela nunca deixou de lutar, de ficar ao lado daqueles que conseguiram escapar, auxiliando refugiados do governo. Assim como ela, que ao chegar no Canadá, foi acolhida e a apresentada uma nova oportunidade, agora ela repete esse papel com recém chegados.

Carol Souto é capixaba, estudante de jornalismo e viciada em ficções seriadas. Assiste um pouco de tudo, mas o que ela não dispensa é um bom drama.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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