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“Viva a Diferença” e o spin-off “As Five”: a representatividade que a gente quer e precisa

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Pra quem não acompanhou, “Malhação: Viva a Diferença”, a 24ª temporada da novela, foi escrita por Cao Hamburguer – autor de nada menos que “Castelo Rá-Tim-Bum”. Essa foi ao ar durante os anos de 2017 e 2018; e venceu o Emmy Internacional Kids de 2018 na categoria de melhor série de TV.

O que difere “Viva a Diferença” dos outros anos da novela é a história girar em torno da amizade de cinco garotas totalmente diferentes, não tem uma mocinha que vai sofrer por toda temporada porque uma vilã e/ou vilão vai impedir seu namoro com o mocinho de acontecer. Sendo a primeira vez, em quase 23 anos que o programa estava no ar, a representar uma de suas protagonistas, a Lica (Manoela Aliperti), sendo LGBTQ+ e mostrar seu relacionamento com a Samantha (Giovanna Grigio).

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O sucesso e reconhecimento da temporada se mostraram de uma enorme importância, dentre os temas abordados estão a gravidez e maternidade na adolescência, a questão racial, a diferença social, a importância da educação pública de qualidade, bullying sobre pessoas no espectro, e, também, sobre sexualidade.

Limantha foi um marco para a representatividade de relacionamentos entre mulheres na TV brasileira. Sempre bom ter em mente que as cenas delas eram passadas na TV aberta, por volta das 18h e seus beijos, mesmo com ângulos por vezes horrorosos, não foram censurados. Teve seus erros? Sim. Contudo não apaga o benefício e a história delicada e orgânica que desenvolveram para as meninas.

A relevância da aceitação, não só por todos os temas elencados anteriormente, vem pelo fato do grande casal da novela ter sido o citado acima. E, pelo grande destaque das mesmas, um dos desfechos mais aguardados do fim de “Viva a Diferença” era se Lica e Samantha terminariam juntas.

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A repercussão e carinho que temporada recebeu fez com que as cinco protagonistas ganhassem um spin-off com o nome de “As Five”. As gravações já começaram e a previsão é que seja lançada no começo de janeiro de 2020 na  plataforma Globoplay. Como a série irá para o serviço de stream, já foi anunciado que a trama será bem mais adulta do que era enquanto uma novela teen. Esta se passará por volta de seis a oito anos após o fim de “Viva a Diferença”. E terá como foco, mais uma vez, a vida das cinco amigas que acabaram se distanciando. Pelo o que foi divulgado, as garotas se encontrarão após a morte da mãe de Tina (Ana Hikari).

Novamente, a grande expectativa é sobre o que aconteceu com o relacionamento de Lica e Samantha. Ao mesmo tempo em que conseguimos uma informação ali e outra lá a respeito das outras protagonistas, sobre a personagem de Aliperti as notícias são poucas e/ou incertas.

Por enquanto o que se foi revelado do enredo é:

  • Benê (Daphne Bozaski) se mudou para o Rio para estudar e trabalhar com música, ela vai dar aula de piano em uma igreja e mora em um apartamento com Guto (Bruno Gadiol) – seu par romântico na novela.
  • Tina está morando com Anderson (Juan Paiva). Eles abriram a gravadora juntos e a perda da mãe faz com que reencontre suas melhores amigas da época do colégio.
  • Keyla (Gabriela Medvedovski) largou os estudos para cuidar de Tônico, seu filho, que, por estar mais velho, está demandando mais atenção da personagem.
  • Ellen (Heslaine Vieira) foi estudar fora do país e construiu uma carreira acadêmica. Namora um gringo.
  • Lica vira influencer divulgando as viagens que faz pelo mundo.
  • As meninas, com a volta da amizade, tentarão ajudar umas as outras com os problemas que enfrentam agora como adultas.

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As gravações já chegaram a metade, serão oitenta dias de filmagens, uma parte na cidade de São Paulo e outra no Rio de Janeiro, nos estúdios da Globo. A expectativa que fica é de que a série tenha a mesma representatividade que possuiu na novela e que possa mostrar, sem tantas restrições pelo horário, cenas maravilhosas do nosso casal favorito! #CaoNaoMeDecepcione

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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Bombando