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Review | The Bold Type – Quinta Temporada

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Após cinco temporadas, “The Bold Type” finalmente chegou ao fim. Foram anos acompanhando as aventuras das três amigas em Nova York, fazendo parecer com que elas já fizessem parte do nosso ciclo pessoal também. Com isso, se tornou mais difícil dizer (o necessário) adeus. 

Com somente seis episódios, a temporada final precisou criar plots mais compactos, para que nada ficasse sem ser resolvido após a bagunça que foi deixada pela quarta temporada. Apesar disso, a maior parte dos capítulos foi desperdiçada com enredos sem importância ou com resoluções pouco satisfatórias. Por se tratar de um ano de despedida, era de se esperar que o foco estivesse em dar um fechamento para as histórias das personagens, trazendo também um ar nostálgico, o que não aconteceu.

(Contêm spoilers)

Após o sucesso da editoria “Feminista Fracassada”, Jane (Katie Stevens) precisa aprender a ser uma forte figura de liderança. Com suas inseguranças afloradas, uma grande barreira é formada entre ela e sua funcionária, Addison (Christine L. Nguyen), que a cobra por mais transparência e atenção. Ao mesmo tempo, seu outro funcionário, Scott (Mat Vairo), expressa seus sentimentos por ela e dificulta ainda mais essa dinâmica de equipe necessária para a coluna continuar a se tornar algo ainda maior.

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Como sempre, Jacqueline (Melora Hardin) serve como uma mentora para a jovem. Além de dar dicas de liderança e como não deixar o trabalho te consumir, agora ela também ensina sua rotina para Jane, uma vez que os planos sejam que ela fique em seu lugar durante uma viagem (e depois, sua aposentadoria). Depois de reatar com Ian (Gildart Jackson), a vemos muito mais focada em sua família e vida pessoal, deixando a Scarlet nos cuidados de sua pupila por diversas ocasiões.

Enquanto isso, Kat (Aisha Dee) está insatisfeita com o rumo que sua vida profissional e amorosa tomou. Ao perceber que se envolver com Ava (Alex Paxton-Beesley) nunca daria certo e se reencontrar com uma antiga amiga de escola (Morgan Siobhan Green), a vontade de criar uma plataforma que dê voz para pessoas marginalizadas e causas importantes para ela surge novamente, a fazendo entrar em contato com Adena (Nikohl Boosheri), em busca de uma parceria entre seus trabalhos.

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Já Sutton (Meghann Fahi) está em um grande buraco sem fundo depois de seu término com Richard (Sam Paige). Usando o álcool como forma de escape, a estilista se vê perdida no âmbito profissional, uma vez que mesmo se dedicando, não consegue se manter focada o suficiente. Com a ajuda de suas amigas, a jovem busca apoio psicológico, começa a tratar seus problemas com bebida e colocar para fora o que sente sobre seu divórcio. De longe, o plot mais bagunçado, uma vez que nada é verdadeiramente explorado.

No geral, todos os acontecimentos da temporada foram tratados de forma superficial. Alguns com mais destaque, outras com menos, tudo foi se resolver somente no último episódio, que também ficou sem tempo de passar um conforto para o público que acompanhou de perto a história dessas meninas por tanto tempo. Em uma tentativa (falha) de agradar aos espectadores, dois dos três casais principais voltam de uma maneira completamente irrealista, considerando todos os empecilhos que foram criados nas temporadas passadas.

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Apesar de tudo, “The Bold Type” deixará muita saudade, principalmente pelo carinho que construímos pelas protagonistas e sua amizade. Na última cena, temos um momento confortável e familiar entre elas no armário da Scarlet, mostrando que no fim, toda a série se resume na parceria que uma tem com a outra.

O último ano da série, que foi finalizada em julho, ainda não tem previsão para chegar à Netflix Brasil, mas já pode ser conferida no Hulu.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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