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Resenha | A longa viagem a um pequeno planeta hostil – uma história interplanetária sobre encontrar sua família

“A longa viagem a um pequeno planeta hostil” é o primeiro livro de Becky Chambers, conquistando desde a crítica especializada até os fãs mais apaixonados pelo gênero, sendo indicado a prêmios como Arthur C. Clarke Award e Hugo Award. É uma ótima escolha para se apaixonar por livros de ficção científica.

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Ficha Técnica
Livro: A longa viagem a um pequeno planeta hostil
Autora: Becky Chambers
Editora: Darkside
Número de Páginas: 352
Ano de Lançamento: 2015


A longa viagem a um pequeno planeta hostil” é o primeiro livro de Becky Chambers, conquistando desde a crítica especializada até os fãs mais apaixonados pelo gênero, sendo indicado a prêmios como Arthur C. Clarke Award e Hugo Award. É uma ótima escolha para se apaixonar por livros de ficção científica.

Resenha | Eu queria que você soubesse – muito além do que uma simples história de amor

A bordo da nave você conhecerá Sissix, a piloto repitiliana, Rosimery, a guarda-livros nascida em marte, Chef, o médico de gênero fluido, personagens que podem ser considerados LGBTQIA+, mas é preciso entender que nessa história os padrões de gênero e sexualidade são diversos por conta da construção cultural e da biologia dos seres interplanetários. Esta quebra de padrões faz com que estes e outros personagens nos proporcionem debates muito interessantes a respeito dos limites de identidade, sexualidade, gênero e até o significado de família.

Em “A longa viagem a um pequeno planeta hostil” você conhecerá e acompanhará a jornada dos nove tripulantes da nave Andarilha, que trabalham construindo túneis espaciais que conectam galáxias. Mas, diferente da maioria dos livros de sci-fi, aqui a parte mais interessante não é descobrir como a raça humana conseguiu sair do planeta terra ou colonizar marte, nem entender como se dá as novas relações políticas interplanetárias, por mais que também sejam bastante interessantes. Nesta trama você vai querer conhecer cada um desses personagens: de onde vem, seus hobbies, paixões, suas funções na nave e, principalmente, entender como funciona a relação entre um conjunto de seres que parecem tão diversos. É esta interação, entre os tripulantes da Andarilha, que te fez querer ler só mais um capítulo, e quando vê, já terminou tudo.

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Becky Chambers faz com que “A longa viagem a um pequeno planeta hostil” tenha a capacidade de nos tirar completamente da nossa zona de conforto, explodindo as caixinhas nas quais costumamos nos enquadrar e nos fazendo questionar a respeito de temas que são muitas vezes desconfortáveis. Exemplo, uma inteligência artificial é capaz de se apaixonar, de amar? Se sim, podemos concluir que o amor não é algo restrito a seres biológicos? Ou indo menos além e discutindo o sexo como forma de demonstração de amor e afeto assim como a mera busca do prazer.

“Tendemos a pensar no assunto da mesma maneira que… hum, deixa eu ver… que se pensa em boa comida. É algo de que todos gostam, que todo mundo precisa e aprecia. No mínimo, é um conforto. No máximo, uma experiência transcendental.”  

Acredito que neste livro você encontrará narrativas sobre o amor, não propriamente romance, mas sobre amar pessoas. Trata-se de uma história sobre compreensão, união, sobre encontrar sua família em um conjunto de gente estranha em uma nave espacial um tanto velha, e aprender a amar cada um deles. É sobre se descobrir perdida no meio do espaço, junto de mais nove seres completamente diferentes, e saber que está no lugar certo.

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“O universo é aquilo que fazemos dele. Cabe a você decidir qual papel quer desempenhar.”

Você encontrará em “A longa viagem a um pequeno planeta hostil” uma família, um lugar em que pode ser você mesmo, independentemente de sua espécie, gênero, cor, sexualidade. E no fim, perceber que é apenas no começo desse universo criado por Becky Chambers.

É estudante de Direito, a doida das séries policiais e de serial killers. Apaixonada por ficção cientifica e tudo relacionado ao espaço. Uma geminiana viciada em conversas regadas a vinho.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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