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LesB Saúde | Saúde Mental e a bissexualidade

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A identidade bissexual é cercada de questões específicas dentro da população LGBTQIA+, e infelizmente ainda hoje é encarada com estigma e preconceito. Invisibilizados e apresentados até mesmo nas diferentes mídias como confusos ou promíscuos, a discussão sobre a saúde mental desta população se torna ainda mais importante. Desta forma, esse texto se propõe a discutir a temática de saúde mental para mulheres bissexuais.

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Entender-se bissexual é um processo de descoberta importante e muitas vezes difícil, dificultada pela heteronormatividade da sociedade em que nos encontramos, que nos leva a pensar que o “normal” seria a atração pelo gênero oposto, e se isso ocorre, por qual motivo deveríamos lidar com a parte de nós que também sente atração por outros gêneros diferentes do meu? Assim, nos é ensinado a nos manter dentro do padrão, para nos encaixarmos melhor, e para podermos seguir o padrão esperado, mantendo inclusive a nossa segurança, e só assim seria possível ser feliz. Essa visão imposta, por mais que cercada de “boas intenções”, é extremamente prejudicial, culpabilizando aqueles que saem dos padrões e levando sofrimento a eles, sem oferecer um apoio real.

Outra situação que leva sofrimento às pessoas bissexuais são os questionamentos constantes à sua sexualidade. Já ouvimos muito a frase “você só está confuso” ou “isso é só uma fase” que invalidam a bissexualidade e a apresentam como uma fase de transição para outra sexualidade, ou então que seria apenas uma pessoa que não sabe o que quer. Por mais que a visão de que a sexualidade é algo fluido, e não cravado e sem possibilidade de mudanças, achar que a bissexualidade é algo inexistente apenas demonstra preconceitos de como é difícil lidar com pessoas que não são iguais a você, e de como é difícil lidar com o pensamento de que as pessoas podem se sentir atraídos por você e pessoas parecidas com você, mas também por pessoas diferentes, e que os sentimentos deles continuam sendo válidos.

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Assim, se conviver em um mundo de oposições que brigam entre si é difícil, viver sendo uma pessoa invalidada por todos os lados é ainda pior, e traz diversos tipos de sofrimento, além dos já presentes no cotidiano geral das pessoas. A busca por se entender e se sentir melhor é complicada e constante, e pode ocorrer de diversas formas, como se cercando de pessoas que te aceitam e te entendem, buscando ambientes de maior aceitação entre outras possibilidades. Uma indicação sempre importante é a busca por terapia, que pode ajudar na busca por autoconhecimento e por lidar com situações desconfortáveis. É claro, por mais importante que a indicação seja, não podemos esquecer que, infelizmente, não é porque uma pessoa é profissional da psicologia que ela seja adequada a lidar e a entender o que se passa, no entanto, mesmo com profissionais inadequados e sem conhecimento técnico ou até mesmo empatia existindo, os bons profissionais também existem, e podem ser encontrados – e profissionais com valores mais acessíveis também.

Por fim, o que devemos lembrar é de que a bissexualidade é uma orientação sexual tão válida quanto qualquer outra, e as mulheres bissexuais merecem ser vistas e respeitadas, tanto dentro como fora da comunidade LGBTQIA+, proporcionando assim um maior apoio para a sua saúde, tanto física quanto mental.

Carol Moreno é estudante de psicologia, bissexual e do interior de São Paulo. Ama todos os filmes, séries e webseries com personagens LGBTQ+, espera um dia conseguir assistir tudo que coloca na sua listinha.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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Bombando