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A representatividade nos 60 anos de Doctor Who
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4 anos agoon
A série de ficção científica a mais tempo no ar, “Doctor Who”, nos últimos meses teve temas muito comentados por fãs e em sites de notícias relacionados a representatividade de mulheres LGBTQIA+; declaração romântica de uma personagem pela Doctor (e sua reciprocidade) e o casting de uma mulher transgênero para participar do episódio especial de 60 anos da série. Mas, por que isso está com tanto destaque e é tão importante?
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“Doctor Who” conta a história do (ou da) Doctor, um alienígena de aparência humana com dois corações, que viaja pelo tempo e espaço resolvendo problemas e salvando as pessoas, com sua nave, uma icônica caixa de polícia britânica chamada Tardis. Esse personagem não viaja sozinho, estando sempre acompanhado de seus companions, pessoas que chamaram a sua atenção em alguma de suas viagens e que tem interesse em aventuras inimagináveis. Um ponto muito importante da história é que o Doctor passa de tempos em tempos por um processo chamado de regeneração, que o faz mudar de aparência e até personalidade (ótimo jeito para manter uma produção acontecendo por décadas) e assim novos ciclos da narrativa se iniciam.

Indo ao ar pela primeira vez em 1963, a série é dividida em era clássica, com as temporadas que passaram de 1963 a 1989, e era nova, de 2005 até atualmente, com um filme no meio dessas duas eras. Assim, “Doctor Who” é a série britânica mais icônica, fazendo parte do imaginário geek, e com todas as mudanças e inovações tendo grande impacto para uma perspectiva de ficção científica e da importância de se atualizar clássicos.
A questão da representatividade então vem à tona, se mostrando necessário que a trama saísse do básico de apenas pessoas brancas como personagens importantes, de mulheres apenas no papel de companions ou participações especiais, e claro, de personagens cisheteros.
No quesito de representação feminina, é importante dizer que mesmo nessas perspectivas de companheiras do Doctor, buscou-se criar personagens multidimensionais e fortes, que eram necessárias para a história. Isso não era, no entanto, suficiente, e dois pontos de virada foram muito importantes. O primeiro aconteceu em 2014, quando um dos maiores vilões da série, Master, um alienígena da mesma raça do Doctor, regenera para uma mulher, Missy (Michelle Gomez) (e isso ser um fato amplamente aceito na história da produção, sem nenhum estranhamento, mesmo não tendo ocorrido antes). Então, alguns anos depois, em 2018, o próprio Doctor regenerou e se tornou uma mulher, sendo interpretada por Jodie Whittaker. Essa última mudança é claro que gerou muita discussão, sendo vista como positiva por finalmente, depois de 55 anos, a Doctor ser uma mulher e também hate pelos fãs mais puristas (sempre se baseando em discursos machistas).

Jodie Whittaker é a 13ª Doctor
Quanto a representação racial, o maior destaque de mudança da série para dar espaço a personagens não brancos se pode dar para a personagem Martha Jones (Freema Agyeman, a lindíssima Amanita de “Sense8”), primeira companion negra do Doctor, em 2007; ela era uma médica que realizou parte de suas aventuras sozinha, inclusive salvando o mundo. Já mais recentemente tivemos, em 2017, a personagem Bill Potts (Pearl Mackie), e em 2018 os personagens Ryan Sinclair (Tosin Cole) e Yasmin Khan (Mandip Gill). Tanto Bill quanto Yas são importantes também em um outro tipo de representatividade, comentado no próximo parágrafo.
Em 2022, uma notícia importantíssima foi divulgada: Ncuti Gatwa, o Eric de “Sex Education”, será o próximo Doctor, se tornando assim o primeiro Doctor não branco a existir (um comentário importante é que em alguns episódios mais recentes da série uma Doctor negra, interpretada por Jo Martin foi apresentada. Ela, no entanto, ainda não se encaixa na timeline da série e nem tem sua origem explicada, não sendo ainda contada entre as regenerações da Doctor).

Ncuti Gatwa, da série “Sex Education”, será o 14ª Doctor
Outra notícia divulgada nos últimos meses e muito comentada é a da participação de Yasmin Finney, a Elle de “Heartstopper”, que é uma mulher trans e negra, no episódio especial de 60 anos, outro grande marco representativo. E então, como personagens LGBTQIA+ são apresentados em “Doctor Who”?
Para se iniciar esse tema é importante lembrar que em 1963, quando a série iniciou, era ilegal na Inglaterra e País de Galês, dois homens estarem em um relacionamento amoroso (curioso que essa lei não se aplicava oficialmente à mulheres). Assim, personagens LGBTQIA+ não eram representados de forma alguma na série. A partir da década de 80, 20 anos do início da produção, havia alguns detalhes sutis relacionados a temática LGBTQIA+ foram adicionados, mas nada de real importância. Com a produção parando em 1989, só a partir de 2005 que as coisas começaram a mudar.
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Para iniciar as mudanças, o primeiro roteirista da nova era de “Doctor Who”, Russell T. Davies, também foi roteirista nos anos 90 da série “Queer as Folk”, produção em que, inclusive, um dos personagens era um homem gay fã de “Doctor Who”. Assim, detalhes da temática LGBTQIA+ começaram a aparecer nas temáticas de fundo. A primeira personagem LGBTQIA+ da série é apresentada logo em 2005, em uma “vilã” (apesar do termo ser simplista para a história), Lady Cassandra, a última humana viva no fim da Terra, sobrevivendo basicamente como um pedaço de pele, e que fala que quando jovem tinha sido um menino.
O próximo personagem representativo a aparecer é muito mais importante, Capitão Jack Harkness (John Barrowman), um viajante no tempo que se torna companion do Doctor por um tempo, e depois tem até sua própria série. Sua sexualidade na série é mostrada como omnisexual, sendo descrito que Jack se sente atraído por humanos e aliens, independente de suas características e gênero, não tendo nenhum problema em ser aberto quanto a isso. Em 2008, é apresentada River Song (Alex Kingston), personagem que se torna esposa do Doctor, e que relata ter sido casada outras vezes com pessoas de diversos gêneros, com sua identidade sexual nunca recebendo um nome. A mesma coisa acontece com a companion Clara Oswald (Jenna Coleman), que não é confirmada como bissexual, mas tem namorados e deixa implícito que teve relacionamentos com mulheres (ou ao menos beijou Jane Austen).

Alex Kingston, atriz que dá vida a personagem River Song
No ponto de vista de casal, duas personagens que fazem participações especiais, entre 2013 e 2014, são Madame Vastra (Neve McIntosh), uma guerreira alienígena com aparência de lagarto, e Jenny (Catrin Stewart), uma humana da era vitoriana, que são casadas e vivem normalmente suas vidas no século 19.
Finalmente, em 2017, somos apresentada para a primeira companion que tem sua sexualidade nomeada de forma clara e usada como parte da história: Bill Potts, uma mulher lésbica e negra, que em seu primeiro episódio já tem uma história que se guia pelo fato dela ser apaixonada por uma mulher. Na série, sua sexualidade, infelizmente, é invalidada por sua tia (único familiar vivo) e o fato de ser uma mulher negra é um problema em contextos que viajam para tempos nos quais a escravidão ainda existe, no entanto, o Doctor a respeita, apoia e protege, falando em um dos episódios que ela é uma das humanas que faz valer a pena tudo o que fazem.

Bill Potts (Pearl Mackie), a última companion do 12º Doctor
Por fim, recentemente, tivemos mais uma adição à lista de personagens LGBTQIA+, Yasmin Khan (Mandip Gill), companion da Doctor de Jodie Whittaker desde 2018, uma mulher não branca, de família de origem paquistanesa. Apesar de não ter sido claramente falado qual sua orientação sexual, nos episódios entre 2021 e 2022, Yaz declara ser apaixonada pela Doctor, e em uma conversa posterior, a Doctor demonstra que os sentimentos são recíprocos. Apesar dessa vitória, várias críticas são possíveis para essa nova revelação. O primeiro ponto é na conversa entre as personagens ficar claro que um relacionamento não vai acontecer, o que se liga diretamente ao segundo ponto, que é de finalmente dar aos fãs algo que era pedido desde o início das temporadas com as duas personagens (a química sempre esteve lá) quando falta apenas um episódio para o elenco todo ser trocado e um novo ciclo se iniciar.

Mandip Gill como Yasmin Khan
“Doctor Who” ainda tem muito a apresentar e a melhorar no quesito representatividade (e, às vezes, no quesito roteiro e efeitos especiais também rs), no entanto, as mudanças são perceptíveis e conseguir trazer mudanças como essas para uma série de 60 anos, com muitos fãs conservadores, é uma vitória.
No dia 21 de Outubro será exibido no Reino Unido o último episódio especial com a Doctor de Jodie Whittaker, ainda sem previsão de estreia aqui no Brasil.
No Brasil, apenas a 13ª temporada de “Doctor Who” está disponível pelo catálogo da plataforma de streaming Globoplay.
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Carol Moreno é estudante de psicologia, bissexual e do interior de São Paulo. Ama todos os filmes, séries e webseries com personagens LGBTQ+, espera um dia conseguir assistir tudo que coloca na sua listinha.
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Visibilidade Bissexual | 20 personagens bissexuais das séries de TV e streaming
Published
3 dias agoon
23 de setembro de 2026
A bissexualidade também está presente em diferentes gêneros e formatos das séries de TV e streaming. De comédias a dramas, passando por fantasia, ficção científica, animação e produções de ação, existem personagens bissexuais vivendo romances, enfrentando conflitos, salvando o mundo, construindo suas carreiras e, simplesmente, vivendo suas histórias.
Para celebrar a visibilidade bissexual, reunimos 20 mulheres bissexuais de séries de TV e streaming que tiveram temporadas ou episódios lançados depois de 2021. A lista inclui personagens que já fazem parte de histórias conhecidas e outras que podem ser uma boa descoberta para quem procura novas produções para assistir.
Atenção: a lista a seguir contém spoilers sobre relacionamentos e descobertas de sexualidade de algumas personagens.
1. Ava Daniels — Hacks
Inteligente, ambiciosa e com uma personalidade afiada, Ava Daniels (Hannah Einbinder) é uma das roteiristas de “Hacks”. Enquanto tenta construir sua carreira ao lado da lendária comediante Deborah Vance (Jean Smart), Ava também vive diferentes experiências em sua vida pessoal. A produção da Max mistura comédia e drama ao acompanhar a relação profissional e pessoal entre duas gerações diferentes da comédia.
2. Bela Malhotra — A Vida Sexual das Universitárias
Bela Malhotra é uma das estudantes acompanhadas por A Vida Sexual das Universitárias, comédia da Max. Interpretada por Amrit Kaur, a personagem é ambiciosa e sonha em trabalhar com comédia. Sua bissexualidade é explicitamente estabelecida na terceira temporada, lançada em 2024, ampliando também as possibilidades de sua vida afetiva dentro da história.
3. Cruz Manuelos — Special Ops: Lioness
Em “Operação: Lioness”, série de ação e espionagem da Paramount+, Cruz Manuelos é uma fuzileira naval recrutada para o programa Lioness e enviada para uma missão de infiltração. Interpretada por Laysla De Oliveira, a personagem demonstra atração por homens e mulheres e desenvolve um envolvimento romântico com Aaliyah Amrohi (Stephanie Nur) durante a operação. A produção combina ação, espionagem e conflitos pessoais em meio às missões.
4. Shauna Shipman/Sadecki — Yellowjackets
Shauna é uma das sobreviventes do acidente aéreo que deixa uma equipe de futebol perdida na natureza em “Yellowjackets”. A personagem é interpretada por Sophie Nélisse na adolescência e Melanie Lynskey na fase adulta. Casada com Jeff (Warren Kole), Shauna também vive, no passado, um relacionamento com Melissa (Hilary Swank/Jenna Burgess), enquanto sua história afetiva se torna cada vez mais complexa ao longo da série. Na terceira temporada, sua atração por mulheres ganha ainda mais espaço na trama.
5. Lexi Martine — SkyMed
Lexi Martine é uma piloto que trabalha em um serviço de ambulância aérea em SkyMed, drama médico e de emergência canadense. Interpretada por Mercedes Morris, a personagem é bissexual e vive um relacionamento com Stef ao longo da série. A produção acompanha profissionais que trabalham em situações de emergência e precisam lidar com os desafios pessoais e profissionais da rotina.
6. Miranda Hobbes — And Just Like That…
Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) retorna em “And Just Like That…” enfrentando uma fase de grandes mudanças pessoais. Depois de anos de casamento com Steve, ela se envolve com Che Diaz (Sara Ramírez) e começa a explorar uma parte de sua sexualidade que havia deixado de lado. A série acompanha esse processo sem transformar sua descoberta em algo instantâneo: Miranda passa por dúvidas, relações e novas experiências enquanto aprende a compreender melhor sua atração por mulheres.
7. Bradley Jackson — The Morning Show
Determinada, impulsiva e disposta a falar o que pensa, Bradley Jackson (Reese Witherspoon) é uma jornalista e âncora de The Morning Show, drama da Apple TV+. Sua bissexualidade é estabelecida na narrativa, incluindo seu relacionamento com Laura Peterson (Julianna Margulies) e relacionamentos com homens. A série se passa nos bastidores do jornalismo televisivo e também aborda relações de poder, carreira e vida pessoal.
8. Mabel Mora — Only Murders in the Building
Misteriosa, sarcástica e dona de um estilo impossível de ignorar, Mabel Mora (Selena Gomez) é uma das protagonistas de “Only Murders in the Building”. Ao lado de Charles (Steve Martin) e Oliver (Martin Short), ela se envolve em uma série de investigações enquanto tenta descobrir mais sobre si mesma e sobre seus relacionamentos. Ao longo da série, Mabel se relaciona com homens e mulheres, incluindo seu romance com Alice Banks (Cara Delevingne), tornando sua bissexualidade parte natural de sua história.
9. Queen Maeve — The Boys
Também conhecida como Maggie Shaw, Queen Maeve é uma das principais super-heroínas de The Boys. Interpretada por Dominique McElligott, a personagem faz parte dos Sete e teve relacionamentos com homens e com Elena (Nicola Correia-Damude), sua ex-namorada. A série da Prime Video mistura ação, super-heróis e sátira para construir uma visão bastante crítica do poder e da indústria de heróis.
10. Vignette Stonemoss — Carnival Row
Vignette Stonemoss é uma fada e integrante de uma comunidade de seres mágicos marginalizados em Carnival Row. Interpretada por Cara Delevingne, a personagem mantém relações com homens e mulheres ao longo da produção. A série da Prime Video combina fantasia e drama em um universo marcado por conflitos entre humanos e criaturas mágicas, e sua segunda e última temporada foi lançada em 2023.
11. Space Beth — Rick and Morty
Space Beth é uma versão de Beth Smith em Rick and Morty, animação adulta que mistura ficção científica e comédia. A personagem é bissexual, assim como sua contraparte Earth Beth, e a sexta temporada, lançada em 2022, explora o relacionamento entre as duas versões de Beth. A produção acompanha as aventuras absurdas de uma família em meio a viagens interdimensionais e situações cada vez mais caóticas.
12. Kitty Song Covey — Com Carinho, Kitty
Romântica, impulsiva e acostumada a tentar juntar outras pessoas, Kitty Song Covey (Anna Cathcart) vai para a Coreia do Sul em “Com Carinho, Kitty” acreditando que finalmente viverá seu romance com Dae. Só que sua experiência em Seul também faz com que ela perceba que seus sentimentos por Yuri (Gia Kim) são mais do que amizade. A série acompanha justamente esse processo de descoberta, enquanto Kitty passa a entender sua bissexualidade sem precisar encontrar todas as respostas imediatamente.
13. Christine Chapel — Star Trek: Strange New Worlds
Christine Chapel é uma enfermeira da USS Enterprise e integrante da equipe médica de Star Trek: Strange New Worlds. Interpretada por Jess Bush, a personagem é bissexual, e a primeira temporada, lançada em 2022, revela que ela já teve relacionamentos com mulheres e homens. A produção da Paramount+ é uma série de ficção científica ambientada no universo de Star Trek e acompanha as aventuras da tripulação da Enterprise.
14. Luz Noceda — The Owl House
Luz Noceda é a protagonista bissexual de The Owl House, série animada de fantasia da Disney Channel. A personagem é uma adolescente dominicana-americana que chega a um mundo mágico e começa a aprender a praticar magia. Sua bissexualidade foi confirmada pela criadora Dana Terrace, e Luz desenvolve um relacionamento romântico com Amity Blight ao longo da história.
15. Vex’ahlia de Rolo — The Legend of Vox Machina
Vex’ahlia de Rolo é uma meia-elfa, arqueira e uma das integrantes do grupo de aventureiros Vox Machina em “The Legend of Vox Machina”. Ao lado de seu irmão gêmeo, Vax’ildan, e dos demais integrantes do grupo, ela se envolve em diferentes missões enquanto enfrenta criaturas, conflitos e ameaças que colocam o mundo mágico em risco.
16. Harley Quinn — Harley Quinn
Harley Quinn é a protagonista da série animada adulta que leva seu nome. Depois de sua separação do Coringa, a personagem constrói uma nova fase da vida e desenvolve seu relacionamento com Poison Ivy. Bissexual, Harley está no centro de uma produção da Max que mistura comédia, ação e super-heróis, com temporadas lançadas depois de 2021, incluindo a terceira em 2022 e a quinta em 2025.
17. Dina — The Last Of Us
Dina (Isabela Merced) é uma das personagens apresentadas na segunda temporada de “The Last of Us”. Conhecida por sua personalidade espontânea e por sua relação com Ellie (Bella Ramsey), ela também possui uma história afetiva que inclui relacionamentos com homens. Bissexual, Dina se torna uma personagem importante na jornada de Ellie em meio ao mundo devastado pela infecção e pelos conflitos entre diferentes grupos.
18. Toni Topaz — Riverdale
Toni Topaz, interpretada por Vanessa Morgan, é uma personagem bissexual de Riverdale. Integrante dos Southside Serpents, ela também atua como conselheira escolar e posteriormente se torna mãe. A série adolescente da The CW mistura drama e mistério e teve temporadas lançadas depois de 2021, incluindo a sexta e a sétima temporadas.
19. Carson Shaw — A League of Their Own
Carson Shaw é uma jogadora de beisebol interpretada por Abbi Jacobson em “A League of Their Own”. Casada com Charlie, ela começa a descobrir sua atração por mulheres depois de entrar para os Rockford Peaches e se envolver com Greta Gill (D’Arcy Carden). A série acompanha esse processo de descoberta enquanto Carson também precisa lidar com as expectativas colocadas sobre as mulheres em uma época em que seguir os próprios desejos nem sempre era uma possibilidade.
20. Ramona Flowers — Scott Pilgrim: A Série
Misteriosa, estilosa e dona de um passado amoroso bastante movimentado, Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead) é uma das protagonistas de “Scott Pilgrim: A Série”. A animação mostra seu relacionamento com Scott Pilgrim, mas também revela seu histórico de relações com outras mulheres, incluindo Roxie Richter. Bissexual, Ramona ganha ainda mais espaço para explorar sua própria história na adaptação da Netflix, que reimagina os acontecimentos dos quadrinhos de uma forma diferente.
Histórias diferentes, personagens diferentes
Uma super-heroína, uma jornalista, uma piloto, uma estudante universitária, uma sobrevivente, uma arqueira, uma adolescente em descoberta e até uma fada. As personagens desta lista mostram que não existe um único jeito de contar histórias sobre mulheres bissexuais. Elas aparecem em comédias, dramas, romances, animações, ficção científica, fantasia e histórias de ação — algumas com a sexualidade como parte importante da trama, outras simplesmente vivendo suas vidas e relacionamentos.
E essa diversidade também importa: quanto mais histórias diferentes chegam às telas, mais possibilidades existem para que outras pessoas se reconheçam nelas.
Visibilidade Bissexual | 10 personagens bissexuais das séries de TV
Visibilidade Lésbica (Parte 03) | 20 personagens lésbicas das séries de TV e streaming
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Visibilidade Lésbica (Parte 03) | 20 personagens lésbicas das séries de TV e streaming
Published
2 semanas agoon
10 de setembro de 2026
A televisão e o streaming têm ampliado cada vez mais o espaço para personagens LGBTQIA+, e isso também significa encontrar mulheres lésbicas ocupando os mais diferentes lugares nas histórias: protagonistas, coadjuvantes, heroínas, vilãs, adolescentes, adultas, profissionais, atletas e muito mais.
Para esta lista de 20 personagens lésbicas de séries de TV e streaming, consideramos produções que tiveram pelo menos uma temporada ou episódios lançados depois de 2021. Ou seja: a série não precisa necessariamente ter estreado a partir de 2022, mas a personagem precisa aparecer em uma produção com conteúdo lançado nesse período.
E tem de tudo por aqui. Comédia, drama, ficção científica, suspense, sobrevivência, policial, romance, musical, esporte e aventura. Algumas personagens estão no centro de suas histórias; outras aparecem em núcleos importantes. O ponto em comum é a presença de mulheres lésbicas em séries que continuam chegando ao público.
E esta não é a primeira parte da nossa seleção! Se você ainda não conferiu, aproveite para ler também a parte 01 e a parte 02 da lista, com outras personagens lésbicas que marcaram — e continuam marcando — as séries de TV e streaming.
1. Leighton Murray — A Vida Sexual das Universitárias

Popular, confiante e acostumada a esconder algumas partes de si mesma, Leighton Murray (Reneé Rapp) começa “A Vida Sexual das Universitárias” tentando manter sua sexualidade em segredo. Ao longo da série, ela passa pelo processo de se assumir lésbica e lidar com as expectativas da família e das pessoas ao seu redor. Sua trajetória também envolve relacionamentos, amizades e a construção de uma vida mais fiel a quem ela realmente é.
2. Roxie Alba — 9-1-1: Nashville

Em “9-1-1: Nashville”, Roxie Alba é uma paramédica e médica da Estação 113, interpretada por Juani Feliz. A série é um drama de emergência e faz parte da franquia 9-1-1. Roxie está entre as personagens principais do derivado e sua trajetória também inclui relacionamentos anteriores com mulheres. É uma opção para quem gosta de séries de emergência e quer encontrar representação lésbica dentro de uma história marcada por situações profissionais e dramáticas.
3. Liz — Elle

“Elle” é uma série adolescente da Prime Video que funciona como prequela de “Legalmente Loira”, e Liz é uma das amigas de Elle Woods (Lexi Minetree). Interpretada por Gabrielle Policano, a personagem é uma estudante de 16 anos e uma adolescente lésbica assumida. Sua sexualidade faz parte de quem ela é, mas não é apresentada como o único aspecto de sua personalidade. Para quem gosta de histórias adolescentes e quer conhecer uma nova personagem lésbica dentro do universo de Elle Woods, Liz é uma das opções desta lista.
4. Charlotte Keene — Silo
Charlotte Keene aparece na terceira temporada de “Silo”, série de ficção científica e drama pós-apocalíptico da Apple TV+. Interpretada por Jessica Brown Findlay, Charlotte é irmã de Daniel Keene (Ashley Zukerman). Sua história na terceira temporada envolve uma investigação relacionada ao acidente que sofreu enquanto trabalhava como piloto da Marinha. É uma personagem para quem gosta de ficção científica e narrativas pós-apocalípticas, especialmente quando a representação LGBTQIA+ aparece inserida em uma trama maior.
5. Ellen Gilbert — How I Met Your Father

Ellen Gilbert é uma personagem lésbica de “How I Met Your Father”, sitcom derivada de “How I Met Your Mother”. Interpretada por Tien Tran, Ellen é irmã adotiva de Jesse (Christopher Lowell) e chega a Nova York depois de passar por um divórcio. A personagem está tentando reconstruir sua vida e também sua relação com o irmão. Para quem gosta de sitcoms e histórias sobre amizades, relacionamentos e recomeços, Ellen é uma presença LGBTQIA+ dentro desse universo de comédia.
6. Ramona Campbell — Sterling Point

“Sterling Point” é uma série de comédia e romance da Prime Video lançada em 2026. Determinada, intensa e cheia de personalidade, Ramona Campbell, interpretada por Amélie Hoeferle, é uma das personagens centrais da produção e vive em uma ilha no Canadá. A série acompanha sua vida afetiva e também uma ligação familiar inesperada com Annie (Ella Rubin). É uma escolha para quem gosta de histórias jovens com romance e drama.
7. Carol Sturka — Pluribus
Carol Sturka (Rhea Seehorn) é a protagonista de “Pluribus”, série de ficção científica criada por Vince Gilligan. Em um mundo transformado por um fenômeno misterioso que altera profundamente a humanidade, Carol se encontra entre as poucas pessoas que permanecem diferentes. Além de enfrentar as consequências desse novo mundo, sua história também envolve sua relação com Helen (Miriam Shor), trazendo uma dimensão pessoal para uma trama marcada por questões de identidade, conexão e sobrevivência.
8. Mabel Elmsworth — Os Bucaneiros

“Os Bucaneiros” é um drama de época da Apple TV+ baseado na obra inacabada de Edith Wharton. Mabel Elmsworth, interpretada por Josie Totah, vive na Inglaterra do século XIX e se apaixona por uma mulher. Mabel mantém uma relação com Honoria (Mia Threapleton) e enfrenta as limitações sociais impostas a uma mulher queer naquele contexto histórico. Em meio a bailes, casamentos e regras da alta sociedade, Mabel vive uma história de amor que desafia aquilo que esperavam dela.
9. Laura Peterson — The Morning Show

Ambiciosa, talentosa e acostumada aos bastidores do jornalismo televisivo, Laura Peterson (Julianna Margulies) chega a “The Morning Show” como uma jornalista experiente e respeitada. A personagem também vive um relacionamento com Bradley Jackson (Reese Witherspoon), trazendo para a série uma história de amor entre duas mulheres adultas em meio às pressões da vida profissional e da exposição pública.
10. Taissa Turner — Yellowjackets
Taissa Turner é uma das sobreviventes do acidente aéreo que está no centro de “Yellowjackets”, série de drama, suspense e sobrevivência da Paramount+. A personagem é interpretada por Jasmin Savoy Brown na adolescência e por Tawny Cypress na fase adulta. Sua trajetória atravessa diferentes momentos da vida e combina o suspense e a sobrevivência da série com sua vida pessoal. Para quem gosta de histórias tensas, personagens complexas e narrativas que alternam diferentes períodos, ela é uma ótima personagem para conhecer.
11. Ellie Williams — The Last of Us

Corajosa, sarcástica e determinada a sobreviver, Ellie Williams (Bella Ramsey) é uma das protagonistas de “The Last of Us”. A série apresenta sua relação com Riley (Storm Reid) e, posteriormente, seu romance com Dina (Isabela Merced), mostrando diferentes momentos de sua vida afetiva em meio a um mundo devastado por uma pandemia. Ellie é uma das personagens lésbicas mais conhecidas dos games e ganhou uma nova dimensão com sua adaptação para a televisão.
12. Yuri Han — Com Carinho, Kitty
Yuri Han é uma das estudantes populares da escola KISS em “Com Carinho, Kitty”, série adolescente de comédia romântica da Netflix. Interpretada por Gia Kim, Yuri mantém um relacionamento com Juliana (Regan Aliyah). A personagem também está no centro de uma das relações importantes da série, enquanto Kitty (Anna Cathcart) passa por seu próprio processo de descoberta da bissexualidade e desenvolve sentimentos por Yuri. Para quem gosta de comédia romântica adolescente, triângulos amorosos e dramas escolares, Yuri é uma personagem que merece entrar na lista.
13. Tye Reynolds — Harlem
Tye Reynolds é uma personagem lésbica de “Harlem”, comédia dramática da Prime Video criada por Tracy Oliver. Interpretada por Jerrie Johnson, Tye é uma empreendedora negra que criou uma empresa de tecnologia e um aplicativo de relacionamentos voltado para pessoas LGBTQIA+. Independente, ambiciosa e emocionalmente reservada, Tye é uma personagem que combina sua vida profissional com suas questões pessoais. Para quem procura uma comédia dramática adulta com amizades, relacionamentos e personagens LGBTQIA+, “Harlem” é uma das opções desta lista.
14. Greta Gill — Uma Equipe Muito Especial
Greta Gill é uma das personagens principais de “Uma Equipe Muito Especial”, série de comédia dramática esportiva de 2022 inspirada na liga profissional de beisebol feminino dos Estados Unidos. Interpretada por D’Arcy Carden, Greta é jogadora dos Rockford Peaches e mantém um relacionamento com Carson Shaw (Abbi Jacobson). A personagem combina a vida esportiva com sua trajetória afetiva dentro de uma história situada no universo do beisebol feminino. Para quem gosta de séries de esporte, comédia dramática e romances entre mulheres, Greta é uma das personagens para colocar na lista.
15. Cynthia Zdunowski — Grease: Rise of the Pink Ladies
“Grease: Rise of the Pink Ladies” é uma série musical da Paramount+ ambientada em 1954, antes dos acontecimentos de “Grease”. Cynthia Zdunowski, interpretada por Ari Notartomaso, é uma estudante rebelde e uma das integrantes fundadoras das Pink Ladies. Cynthia é uma personagem lésbica e seu relacionamento com Lydia (Niamh Wilson) constitui um dos principais núcleos LGBTQIA+ da série. É uma escolha para quem gosta de musicais, histórias adolescentes e romances sáficos inseridos em uma narrativa de época.
16. Quinni Gallagher-Jones — Heartbreak High

Inteligente, autêntica e extremamente observadora, Quinni Gallagher-Jones (Chika Ikogwe) é uma adolescente autista que não tem medo de ser fiel à própria personalidade em “Heartbreak High”. Lésbica, ela vive relacionamentos e descobertas amorosas enquanto também enfrenta os desafios da adolescência e da convivência na escola. A série permite que Quinni seja muito mais do que sua sexualidade ou seu diagnóstico, construindo uma personagem complexa e cheia de personalidade.
17. KJ Brandman — Paper Girls
KJ Brandman é uma das quatro protagonistas de “Paper Girls”, série de aventura e ficção científica da Prime Video lançada em 2022. Interpretada por Fina Strazza na versão adolescente, KJ é uma das garotas de 12 anos envolvidas em uma guerra temporal depois de um fenômeno inexplicável. KJ é uma personagem lésbica e mantém um relacionamento com Mac Coyle (Sofia Rosinsky). A série mistura aventura, ficção científica e drama adolescente, sendo uma opção para quem procura representação LGBTQIA+ em uma história de viagem temporal e aventura.
18. Juliette Fairmont — First Kill
Juliette Fairmont é uma das protagonistas de “First Kill”, série dramática sobrenatural da Netflix. Interpretada por Sarah Catherine Hook, Juliette é uma jovem vampira que se envolve romanticamente com Calliope (Imani Lewis), uma caçadora de vampiros. A relação entre as duas está no centro da história, que transforma o romance entre elas em parte fundamental da narrativa. Para quem gosta de histórias sobrenaturais, vampiros e romances sáficos com um conflito central bem definido, “First Kill” é uma opção para conhecer.
19. Dulcie Collins — Deadloch

Dulcie Collins é uma sargento sênior da polícia em uma cidade fictícia em “Deadloch”, comédia policial australiana da Prime Video. Interpretada por Kate Box, Dulcie é uma personagem lésbica e é casada com Cath York (Alicia Gardiner). A série combina investigação criminal, humor e personagens LGBTQIA+, criando uma mistura bem diferente das outras produções desta lista.
20. Kate Whistler — NCIS: Hawai’i

Kate Whistler é uma agente do FBI e personagem lésbica de NCIS: Hawai’i, série de drama, crime e mistério. Interpretada por Tori Anderson, Kate mantém um relacionamento com Lucy Tara (Yasmine Al-Bustami), agente do NCIS. A personagem faz parte do elenco regular da série e sua história está inserida em uma produção policial e de investigação. Para quem gosta de casos criminais, investigações e séries procedurais com personagens LGBTQIA+, Kate é mais uma opção para colocar na lista.
Bônus:
Michaela — Bridgerton

Inteligente, determinada e dona de uma personalidade que não passa despercebida, Michaela Stirling (Masali Baduza) chegou a “Bridgerton” para mudar completamente a história de Francesca. Na série, Michaela é apresentada como prima de John Stirling (Victor Alli) e rapidamente desenvolve uma conexão especial com Francesca (Hannah Dodd). A personagem representa uma importante mudança em relação aos livros, já que a história de amor de Francesca passa a ser construída como um romance entre duas mulheres.
Moraine — A Roda do Tempo

Poderosa, misteriosa e uma das personagens mais importantes de “A Roda do Tempo”, Moiraine Damodred (Rosamund Pike) é uma Aes Sedai determinada a impedir que o mundo seja destruído pelo retorno do Tenebroso. Ao longo da série, sua história também apresenta relacionamentos com mulheres, incluindo sua conexão com Siuan Sanche (Sophie Okonedo), com quem possui uma relação amorosa que atravessa anos de história e responsabilidades. Moiraine equilibra força, vulnerabilidade e poder em uma das fantasias mais populares do streaming.
Mais histórias, mais possibilidades de representação
Uma das coisas mais interessantes de olhar para uma lista como esta é perceber como personagens lésbicas podem existir em histórias completamente diferentes. Elas estão em universidades, redações de televisão, campos de beisebol, delegacias, escolas, mundos pós-apocalípticos e até histórias com vampiras e viagens no tempo.
E essa diversidade de gêneros também importa. Representação não precisa estar restrita a uma única fórmula ou fazer da sexualidade da personagem o único assunto de sua história. Existem personagens lésbicas vivendo romances, enfrentando problemas profissionais, participando de aventuras, sobrevivendo a catástrofes, investigando crimes e simplesmente sendo adolescentes.
Para quem está procurando novas séries para assistir ou quer ampliar a lista de personagens sáficas para conhecer, essas 20 produções mostram algumas das possibilidades que estão disponíveis na televisão e no streaming. E, claro, esta está longe de ser uma lista definitiva: existem muitas outras personagens e histórias que também merecem ser lembradas.
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Se você gosta de séries médicas e ainda procura histórias com personagens LGBTQIA+, essas cinco produções merecem a sua atenção. Algumas colocam o romance em destaque, outras exploram mais o desenvolvimento das personagens, mas todas têm algo em comum: entregam boas histórias dentro do universo da medicina.
Nurses

Diferente da maioria das séries do gênero, “Nurses: Plantão Enfermagem” deixa os médicos em segundo plano e acompanha o dia a dia dos enfermeiros. Isso faz com que a narrativa apresente um lado da profissão que raramente ganha destaque na televisão. Além dos casos médicos, a série também traz representatividade LGBTQIA+ de forma natural. Infelizmente, foi cancelada após apenas duas temporadas, deixando a sensação de que ainda tinha muito potencial para explorar.
SkyMed

Se você já cansou dos corredores de hospital, “SkyMed” oferece uma proposta diferente. A trama acompanha uma equipe de resgate aéreo que presta atendimento em comunidades remotas do Canadá, combinando muita ação, emergências e paisagens incríveis. O elenco conquista rapidamente e a série também inclui personagens sáficas entre suas histórias.
DOC

Uma das produções mais recentes da lista, “DOC” acompanha uma médica que perde parte da memória após um acidente e precisa reconstruir sua carreira e sua vida pessoal praticamente do zero. A série equilibra muito bem os casos médicos com o drama emocional das personagens, além de incluir representatividade LGBTQIA+ ao longo da narrativa.
New Amsterdam

“Hospital New Amsterdam: Toda Vida Importa” vai além dos diagnósticos e cirurgias ao discutir um sistema de saúde mais humano e acessível. Entre tantos personagens marcantes, a Dra. Lauren Bloom (Janet Montgomery) se destaca por sua complexidade, seus desafios pessoais e sua trajetória ao longo da série. Sua história é uma das mais envolventes da produção e contribui para a representatividade sáfica presente na trama.
Grey’s Anatomy

É impossível falar de séries médicas sem mencionar Grey’s Anatomy. Ao longo de mais de duas décadas, a série apresentou diversos casais LGBTQIA+, incluindo alguns dos romances sáficos mais marcantes da televisão. Entre perdas, reviravoltas, dramas e personagens inesquecíveis, continua sendo uma referência quando o assunto é série médica e representatividade.
E agora fica a pergunta: qual série médica com representatividade sáfica você incluiria nessa lista? Tem alguma que merece entrar na próxima maratona do LesB Out?
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