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Literatura

Resenha | A jogada do amor – um livro que te prenderá do início ao fim

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Ficha Técnica
Livro: A jogada do amor
Autora: Kelly Quindlen
Editora: Alt
Número de Páginas: 288
Ano de lançamento: 2022


A história de “A jogada do amor” nos faz lembrar de clichês clássicos como “Namorada de Aluguel”, “Amor de Aluguel” e muitos outros que exploram a premissa do namoro de aluguel. Neste caso, Scottie Zajac sente que perdeu tudo: sua namorada se mudou e terminou com ela; para piorar, ainda foi humilhada ao perder de lavada em um jogo de basquete para o time arquirrival, e atual escola de sua ex; e como cereja do bolo de tragédias, a garota que ela mais odeia, Irene Abraham, a mais popular e capitã das líderes de torcida, bate em seu carro.

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Mas é aquela história, quando se está no fundo do poço, a única forma de escapar é para cima, e é nesse problema com Irene que ela acredita ter achado um jeito para dar a volta por cima, se vingar de sua ex, e ainda trazer a glória para seu time de basquete. A oportunidade surge quando ela descobre que Irene precisa de dinheiro para pagar o conserto de seu carro, então, tem a maravilhosa ideia de lhe oferecer um acordo: Scottie paga o conserto do seu próprio carro, e Irene finge ser sua namorada até o fim do campeonato, o que traria visibilidade para seu time de basquete, e ainda faria ciúmes na ex.

E sim, são muitos pontos problemáticos: primeiro que Scottie odeia Irene, pois a líder de torcida mandou guinchar seu carro sem motivo durante uma de suas festas; segundo que o acordo tem como dano colateral a saída do armário de Irene para toda a escola; terceiro que Scottie tem um grande problema mal resolvido com a ex; enfim, são muitos pontos sensíveis que fazem parecer que vai dar tudo errado, contudo, o enredo trata com cuidado, no seu devido tempo, em “A jogada do amor”.

Honestamente, o melhor nesta história é Irene Abraham, que nos faz passar pano para ela desde o início. Por mais que Scottie a odeie, mesmo com a história do guincho, desde o princípio ela nos causa dúvida, nos mantendo interessadas nela até o fim. Irene é uma dessas personagens bem resolvidas, ela ama ser líder de torcida – o que leva muito a sério -, sabe que é bonita, que é inteligente, e uma atleta. Ela sabe exatamente o que quer e está disposta a qualquer coisa para chegar lá, por isso aceita o acordo com Scottie.

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Sem contar que a autora segura muitas respostas, e nos apresenta no momento certo, de modo que, por mais que a gente goste ou não de um personagem, na hora ideal, o enredo sempre lhe dá a oportunidade de ser humanizado, e é muito bom ler uma narrativa em que não há, simplesmente, heróis e vilões, todos tem uma motivação. A exemplo de Irene, nos apaixonamos por ela logo de cara, mas até muito perto do fim fica uma pergunta sem resposta: por que ela mandou guinchar o carro de Scottie? E quando a resposta aparece, causa um alivio.

No decorrer de todo o livro é possível perceber Irene se apaixonando por Scottie, tal fato é confortável de acompanhar, ela vai se deixando envolver, e se permite viver aquele relacionamento falso, entra no jogo. Em contra partida, Scottie é difícil, não por não ser uma boa personagem; o que acontece é que ela está tão confusa, tão perdida com todas as cicatrizes deixadas por seu último relacionamento, que torna difícil de entendê-la, já que ela mesma não se entende. E talvez isso seja uma das melhores coisas de “A jogada do amor”, as situações acontecem em seu devido tempo, e por mais difícil que seja, Scottie vai se achando ao longo da trama, e nós vamos criando empatia por ela, a entendendo na medida em que ela se entende.

Mas claro que, como todo clichê, chegará um momento em que parece que tudo vai dar errado, e que você torce para que a personagem escolha quem você acha que é a pessoa certa para ela. A autora constrói esse clímax tão bem, nos faz se apaixonar por Irene assim como Scottie, mas também nos faz entender o quanto ela está confusa por causa de Tally, sua ex, ao ponto de só termos certeza de com quem ela fica no final.

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“A jogada do amor” é um livro gostoso de ler, que nos prende até o fim, nos fazendo respirar apenas no final, quando descobrimos a escolha da personagem, que pode não ser o ideal para alguns, mas que foi muito satisfatório na minha percepção. Mas a melhor parte, definitivamente, foi me apaixonar por Irene Abraham.


Obs.: livro cedido pelo Globo Livros para resenha.


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LesB Nota
  • História
  • Personagens
4.5

Sinopse

Scottie Zajac tem amigos maravilhosos, uma carreira promissora no basquete da escola e o apoio da família. Mas perdeu Tally, sua ex-namorada, que se mudou para a cidade vizinha em busca de mais visibilidade no esporte e a deixou com um buraco no peito. Para completar, o time de Scottie perde de lavada no jogo pré-temporada para a equipe de Tally, que não parece disposta a manter uma relação amigável.

Quando Scottie sente que as coisas não podem piorar, um acidente faz com que ela mande para a oficina o carro da última pessoa com quem ela gostaria de se meter: Irene Abraham, a popular e linda capitã das líderes de torcida, responsável por uma das piores experiências da vida de Scottie. Agora, a garota terá que dar carona para sua inimiga… por semanas.

No entanto, com tanta atenção sobre ela, Scottie acaba vendo nisso uma oportunidade. É a chance perfeita de fazer ciúmes em Tally e ainda conquistar popularidade na escola ―e torcida para o time feminino de basquete. Ela então arrisca tudo ao sugerir a Irene um acordo: dinheiro para consertar o carro em troca de um namoro falso. Para sua surpresa, Irene aceita a proposta e agora as duas são namoradas aos olhos de todos e inimigas na realidade ―mas a linha entre ódio e amor pode ser muito tênue.

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Literatura

Resenha | Temporada relativa – uma boa leitura de fim de tarde

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Ficha Técnica
Livro: Temporada relativa
Autora: Mary Abade
Editora: Independente
Número de Páginas: 35
Ano de Lançamento: 2023


“Temporada relativa” é um conto publicado de forma independente pela autora tocantinense Mary Abade. O conto é repleto de nostalgia da adolescência e momentos fofos entre as protagonistas.

Neste conto acompanhamos Maria Francisca Einstein (sem nenhum parentesco, nem mesmo longínquo com o famoso físico) na sua tão esperada viagem de 15 anos para conhecer o mar. O que Maria não esperava é que sua viagem para conhecer o mar seria arruinada por uma chuva interminável que a mantém presa no hotel junto com os pais.

Felizmente, neste hotel também está hospedada Marie, uma garota que tem a mesma idade que Maria e que é dona de um gosto musical muito bom e o literário melhor ainda. Durante os dias de chuva trancadas no hotel, Maria e Marie vão construindo uma amizade à base de livros de dinossauros para colorir e histórias em quadrinhos sáficas.

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A narrativa é fluida e tem muito do que já vimos na escrita de Mary, a autodescoberta entremeada dos momentos de constrangimento da adolescência e pitadas de inaptidão social. Contendo muito do que esperamos em comédias sáficas, ela entrega momentos de risadas sinceras e gay panic levinhos e gostosos de acompanhar.

Mostrando não só a personagem principal lidando com a frustração da viagem dos sonhos dando errado, mas, também, os problemas com os pais, a dificuldade da mudança para uma nova cidade e as dúvidas sobre a sexualidade. Questões que mesmo na vida adulta ainda nos assustam tanto.  A história consegue nos prender em sua leitura e finalizar todos os arcos que se propõe a começar.  

“Temporada relativa” é uma leitura gostosa de fim de tarde para você ler de uma vez só e se divertir com Maria conhecendo o mar.

LesB Nota
  • História
  • Personagens
4

Sinopse

Maria Francisca sempre sonhou em ver o mar. O que ela não contava é com a confusão que só a pão-durice do seu pai poderia proporcionar, levando toda a família para a cidade praiana de Maré Mansa durante a baixa temporada. Assim, em vez de praia e mar, ela recebe chuva sem parar. Mas essa viagem pode ter seus dias de sol, quando conhece Marie.

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Literatura

Resenha | De repente, namoradas – um romance leve que vale a pena

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Ficha técnica
Livro: De repente, namoradas
Autoras: G.B. Baldassari
Editora: Independente
Número de páginas: 437
Ano de lançamento: 2023


O último lançamento do casal Gisele e Bruna Baldassari, “De repente, namoradas“, é um spin-off de “Só por um verão” e acompanha uma das irmãs Lancellotti após a aventura no acampamento Luneta e as consequências positivas do que aconteceu no local.

Em um momento inusitado, após ser acusada de homofobia, Helena Lancellotti mente dizendo que tinha uma namorada, e em meio a grande repercussão desse anúncio, convence a professora de tênis dos seus filhos, Pati, a ser sua namorada por dois meses.

Pati Borges, sempre com um sorriso no rosto, pensamentos e atitudes positivas, faz o perfeito contraste com a pose de “big boss” e antipatia de Helena. Júlia e Júlio, filhos da empresária, completam o quarteto protagonista da história.

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Apesar de ser focado na vida e na relação de Helena e Pati, outros personagens da trama original voltam e tem participações importantes, além de trazer uma atualização da vida atual deles.

“De repente, namoradas” é uma comédia romântica sáfica de duas mulheres adultas que desenvolvem um relacionamento para fazer uma mentira se tornar real aos olhos do público, mas, apesar de ser uma história leve e divertida, toca em alguns temas mais sensíveis, como adoção e as questões familiares presentes na vida de pessoas da comunidade LGBTQIA+.

Seguindo a fórmula das autoras, o livro com mais de 400 páginas é cativante do começo ao fim. Nele, acompanhamos toda a trajetória do relacionamento e como elas vão se apaixonando uma pela outra e se tornando uma família.

Em “De repente, namoradas” você encontra um romance leve, que te deixa com um quentinho no coração, e te arranca umas boas risadas, com uma escrita envolvente que vai te fazer ler sem parar.


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Literatura

Resenha | Delilah Green não está nem aí – um romance envolvente e representativo

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Ficha Técnica
Livro: Delilah Green não está nem aí (Bright Falls #1)
Autora: Ashley Herring Blake
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 336
Ano de Lançamento: 2022


“Delilah Green não está nem aí” é uma obra da autora Ashley Herring Blake, lançada no Brasil pela Editora Arqueiro, que entrega, não apenas uma história de amor apaixonante, mas, também, uma trama que toca questões importantes da vida adulta.

A narrativa é dividida entre dois pontos de vista: Delilah Green e Claire Sutherland. A primeira é uma fotógrafa em ascensão em Nova York, que jurou nunca mais voltar a Bright Falls, sua cidade natal, onde enfrentou uma infância solitária e o desprezo da madrasta e da irmã postiça, Astrid. Contudo, ao ser chantageada emocionalmente pela sua irmã e atraída por um generoso cheque, Delilah se vê forçada a retornar a Bright Falls. Seu plano é simples: cumprir o trabalho e partir discretamente. No entanto, ao reencontrar Claire Sutherland, uma das amigas de infância de Astrid, Delilah percebe que talvez a cidade reserve mais do que lembranças desagradáveis.

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Claire Sutherland é uma figura marcante em Bright Falls. Criando sua filha de 11 anos praticamente sozinha, ela se desdobra para gerenciar uma livraria e lidar com um ex-parceiro nada confiável. Ela anseia por uma vida livre de surpresas, mas a repentina chegada de Delilah abala sua rotina. Com suas questões mal resolvidas do passado e problemas atuais, Claire é apresentada a uma irresistível atração que surge entre elas.

O livro “Delilah Green não está nem aí” destaca-se por suas protagonistas, mulheres adultas lidando com problemas reais. Além disso, a representatividade é uma das marcas da narrativa, já que uma das personagens é lésbica e a outra é bissexual, enfrentando os desafios de ser mãe. Essa diversidade e riqueza de vivências são aspectos raros em histórias do gênero sáfico, tornando a trama ainda mais envolvente e significativa para o público.

A essência do romance é construída com cuidado e calma, proporcionando uma narrativa slow burn. O leitor é presenteado com boas risadas e cenas quentes bem escritas, além de doses adequadas de drama. A evolução gradual do relacionamento entre Delilah e Claire cativa, nos prendendo na trajetória dessas duas personagens tão envolventes.

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Com personagens reais e complexas, “Delilah Green não está nem aí” entrega um romance que aquece o coração dos leitores e convida a refletir sobre a diversidade e os desafios enfrentados por mulheres que buscam o amor e a realização em meio as suas próprias jornadas únicas.

“Delilah Green não está nem aí” faz parte de uma série de livros que se passam na cidade de Bright Falls, e o segundo livro acompanhará a história de Astrid. Intitulado “Astrid Parker nunca falha”, o livro foi lançado este ano pela Editora Arqueiro.


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LesB Nota
  • História
  • Personagens
4.8

Sinopse

Delilah Green jurou nunca mais voltar a Bright Falls, a cidade onde cresceu. Lá não há nada para ela, só as lembranças da infância solitária e do desprezo da madrasta e da irmã postiça, Astrid. Em Nova York ela tem uma carreira como fotógrafa em ascensão e uma mulher diferente em sua cama todas as noites.

Mas quando Astrid usa chantagem emocional e um cheque polpudo para forçá-la a fotografar seu casamento e a maratona de eventos preparativos, Delilah acaba concordando em voltar.

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