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Evento | Resenha Purgatory Pocket – com Kat Barrell e Dominique Provost-Chalkley

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No último domingo (8), aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, no Windsor Florida Hotel, no Flamengo, a Purgatory Pocket,  evento – organizado pela Spotlight – da série criada por Emily Andras (“Lost Girl”), adaptada dos quadrinhos de Beau Smith, chamada Wynonna Earp”. O evento teve a presença das atrizes Dominique Provost-Chalkley, que interpreta Waverly Earp, e Katherine “Kat” Barrell, que dá vida a Nicole Haught. A “mini con” foi marcada pelo público que veio de diversas partes da Cidade Maravilhosa e alguns de outros estados. Vamos a resenha:

Credenciamento e abertura

É preciso, antes de mais nada, deixar em águas claras que todo e qualquer evento atrasa no credenciamento. Seja coletivas de imprensa, pré-estreias para imprensa ou público com hora marcada, festas, etc, esta é aquela parte que sempre irá retardar um pouco. E isto se vai de diversos fatores como o público chegando um pouco mais tarde ou o tempo que a própria empresa levará para credenciar cada um dos participantes. Na Purgatory Pocket não foi diferente e houve sim, de fato, um curto atraso de 30 minutos (contando credenciamento + a espera pela chegada das atrizes).

Wynonna Earp: saiba as novidades para 3ª temporada e onde está Mama Earp

Claro que sendo simpáticas como são, Dominique e Kat fizeram questão de dar um olá para os fãs presentes antes de partirem para as mesas onde seriam realizados os autógrafos. Foi rápido, contudo, deixaram todos empolgados para o que estava por vir.

Autógrafos e Meet & Greet

Infelizmente, a demora na venda para autógrafos com Barrell fez com que poucas pessoas comprassem e ela não ficou muito tempo distribuindo assinaturas. Entretanto, a atenção dispensada ao público pela mesma e a interprete de Waverly fizeram com que demorasse um pouco mais do que o normal. Ambas conversavam, ouviam e dedicavam autógrafos quando pedido. Talvez, caso haja uma próxima Pocket, com ambas as atrizes, seja melhor esticar um pouco o tempo de participação no evento para que, desta forma, outras atividades não sejam prejudicadas.

De fato, todas as pessoas que já comentaram nas redes sociais da Spotlight dizendo que o Meet & Greet deles difere dos demais tinham razão. O único ponto que causou certo desconforto nas atrizes e nos fãs foi o fato de poder realizar apenas três perguntas, entretanto, a atenção dada por elas a cada um, pois decidiram por passar individualmente por cada pessoa que ali se encontrava, conversando, abraçando, ouvindo, respondendo, autografando e recebendo os presentes, foi de uma intimidade muito maior do que em outras cons por aí.

LesB Indica | Wynonna Earp é diferente de tudo o que vemos na TV ultimamente

É claro que é necessário destacar que Dominique e Kat são pessoas que fazem questão de ter este relacionamento com aqueles que vão aos eventos que participam, o que só contribui para uma experiência memorável no público que admira o trabalho delas. Aproveitando este caminho, comentarei a respeito da pergunta que fiz durante o M&G, sobre o relacionamento de Waverly com Michelle Earp, a.k.a. Mama Earp, interpretada por Megan Follows. Questionei sobre o que poderíamos esperar e ela (Dom) disse que foi um dos melhores plots gravados este ano para sua personagem, pois diferente do pai que a rejeitava (Waverly), a relação com a mãe é diferente e faz com que a irmã de Wynonna (Melanie Scrofano) se sinta mais pertencente. Barrell deixou a entender que veremos cenas ótimas e que a terceira temporada é sua favorita.

Sobre a cena preferida feita em toda a série, a britânica disse que foi o momento em que Wynonna descobre que está realmente grávida. E Kat disse que devemos ficar animados a respeito da troca de olhares, durante a season finale da segunda temporada, entre sua personagem e Dolls (Shamier Anderson).

Fotos e Painel

Bom, as fotos são realmente rápidas, o que por um lado é chato, pois deveria dar um pouco mais de tempo para que cada um, ao menos, cumprimente as atrizes. Entretanto, também não houve um apressamento excessivo por parte da equipe, não é por menos, que a maioria das pessoas conseguiram realizar as poses que desejavam. Mais uma vez saliento o quanto as duas são acessíveis, afinal, eu mesma pude tirar uma foto com a Kat me segurando nas costas (sim, nunca mais esquecerei disso rs). E só mais um detalhe: para uma próxima convenção, pocket, etc, é legal pensar em um banner da própria Spotlight para o fundo das fotografias, dar um tom mais profissional.

Entrevista com Ana Paula Lima e Luciana Bollina da web série RED

Partindo para o painel, a culpa em relação ao tempo talvez seja um pouco da organização, contudo, não é totalmente. De fato, as assessoras das atrizes realizaram algumas exigências e até mesmo diminuíram o tempo da conversa devido ao fato de ter uma tradução após cada resposta. Pensa comigo: alguém faz uma pergunta, seja em português ou inglês, de todo modo o moderador irá traduzir, elas respondem, e ainda bem que não são nada monossilábicas (acredite em mim, é muito ruim entrevistar ou ir em um evento com alguém que responde tudo de maneira curta) e mais uma vez, é necessário traduzir. Talvez, voltando a repetir, esticando um pouco mais o tempo da Pocket fosse possível ter um painel mais longo.

Durante a conversa com o público, que foi 100% Q&A (questions and answers / perguntas e respostas), algumas das perguntas já haviam sido feitas no Meet & Greet, outras giraram em torno de como é para elas serem importantes para o público LGBTQ+ e a respeito da representatividade, cujo ambas disseram, novamente, o quanto se sentem honradas de poder estar nesta posição. Kat, inclusive, disse que ainda tem o e-mail de Andras perguntando se elas estavam preparadas para se tornarem Queer Icons (Ícones Queer).

Sobre a alegria dos fãs em recebe-las, conhece-las e a importância das mesmas para o público brasileiro, Dominique comentou que no início sequer esperava que um dia teria uma fanbase no Brasil, contudo, de uma hora para outra começaram a surgir diversas mensagens no Twitter dizendo: “come to Brazil, we love you, we love you, come to Brazil”, e ela mal podia acreditar. Entretanto, ao vir aqui e conhecer as pessoas, consegue entender a tamanha necessidade dos brasileiros por representatividade LGBTQ+.

Entrevista com Viv Schiller, roteirista e produtora da web série RED

Um dos pontos altos do painel foi o momento em que a nossa colaboradora, Lua Barros, perguntou se elas (Dom e Kat) sabiam o significado da frase Mulherão da Porra. A intérprete de Nicole lembrou que no M&G a chamei assim e comentei o que era, porém não salientei que havia um palavrão no meio. Dominique, de pronto, aprendeu quando repeti como se pronunciava e adorou a frase, dizendo diversas vezes, já Kat teve dificuldade com a pronúncia sendo ensinada por Chalkley e depois por mim.

Considerações finais

Apesar de alguns pequenos problemas aqui e ali, pois nada é perfeito neste mundo, e também alguns ajustes que podem ser considerados para as convenções futuras, a Purgatory Pocket do Rio de Janeiro foi, no geral, um bom evento e de um a dez merece um oito e meio de organização e nove pela simpatia das atrizes. A equipe da Spotlight também escutaram e atenderam bem o público pessoalmente.

Evan Rachel Wood, Tatiana Maslany e Sarah Paulson estão entre os indicados ao Emmy 2018

Bom, então é isso, a gente segue torcendo por uma segunda edição com a presença também de Melanie Scrofano, quem sabe.

Karolen Passos é a co-criadora do LesB Out!. Jornalista, marketeira, mestranda sofredora e crítica há mais de dez anos, ela já escreveu para diversos sites. Fã de séries desde Gilmore Girls, a carioca têm mais de 50 títulos interminados na grade atual de séries e uma coleção crescente de quadrinhos (será se já leu tudo?). Hoje mora na Bahia e é mãe de três gatos: Bruce Wayne, o BAT-CAT, Alex Karev, o hiperativo e Meredith Grey, a antissocial.

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Visibilidade Lésbica (Parte 03) | 20 personagens lésbicas das séries de TV e streaming

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A televisão e o streaming têm ampliado cada vez mais o espaço para personagens LGBTQIA+, e isso também significa encontrar mulheres lésbicas ocupando os mais diferentes lugares nas histórias: protagonistas, coadjuvantes, heroínas, vilãs, adolescentes, adultas, profissionais, atletas e muito mais.

Para esta lista de 20 personagens lésbicas de séries de TV e streaming, consideramos produções que tiveram pelo menos uma temporada ou episódios lançados depois de 2021. Ou seja: a série não precisa necessariamente ter estreado a partir de 2022, mas a personagem precisa aparecer em uma produção com conteúdo lançado nesse período.

E tem de tudo por aqui. Comédia, drama, ficção científica, suspense, sobrevivência, policial, romance, musical, esporte e aventura. Algumas personagens estão no centro de suas histórias; outras aparecem em núcleos importantes. O ponto em comum é a presença de mulheres lésbicas em séries que continuam chegando ao público.

E esta não é a primeira parte da nossa seleção! Se você ainda não conferiu, aproveite para ler também a parte 01 e a parte 02 da lista, com outras personagens lésbicas que marcaram — e continuam marcando — as séries de TV e streaming.

1. Leighton Murray — A Vida Sexual das Universitárias

Popular, confiante e acostumada a esconder algumas partes de si mesma, Leighton Murray (Reneé Rapp) começa “A Vida Sexual das Universitárias” tentando manter sua sexualidade em segredo. Ao longo da série, ela passa pelo processo de se assumir lésbica e lidar com as expectativas da família e das pessoas ao seu redor. Sua trajetória também envolve relacionamentos, amizades e a construção de uma vida mais fiel a quem ela realmente é.

2. Roxie Alba — 9-1-1: Nashville

Em “9-1-1: Nashville”, Roxie Alba é uma paramédica e médica da Estação 113, interpretada por Juani Feliz. A série é um drama de emergência e faz parte da franquia 9-1-1. Roxie está entre as personagens principais do derivado e sua trajetória também inclui relacionamentos anteriores com mulheres. É uma opção para quem gosta de séries de emergência e quer encontrar representação lésbica dentro de uma história marcada por situações profissionais e dramáticas.

3. Liz — Elle

“Elle” é uma série adolescente da Prime Video que funciona como prequela de “Legalmente Loira”, e Liz é uma das amigas de Elle Woods (Lexi Minetree). Interpretada por Gabrielle Policano, a personagem é uma estudante de 16 anos e uma adolescente lésbica assumida. Sua sexualidade faz parte de quem ela é, mas não é apresentada como o único aspecto de sua personalidade. Para quem gosta de histórias adolescentes e quer conhecer uma nova personagem lésbica dentro do universo de Elle Woods, Liz é uma das opções desta lista.

4. Charlotte Keene — Silo

Charlotte Keene aparece na terceira temporada de “Silo”, série de ficção científica e drama pós-apocalíptico da Apple TV+. Interpretada por Jessica Brown Findlay, Charlotte é irmã de Daniel Keene (Ashley Zukerman). Sua história na terceira temporada envolve uma investigação relacionada ao acidente que sofreu enquanto trabalhava como piloto da Marinha. É uma personagem para quem gosta de ficção científica e narrativas pós-apocalípticas, especialmente quando a representação LGBTQIA+ aparece inserida em uma trama maior.

5. Ellen Gilbert — How I Met Your Father

Ellen Gilbert é uma personagem lésbica de “How I Met Your Father”, sitcom derivada de “How I Met Your Mother”. Interpretada por Tien Tran, Ellen é irmã adotiva de Jesse (Christopher Lowell) e chega a Nova York depois de passar por um divórcio. A personagem está tentando reconstruir sua vida e também sua relação com o irmão. Para quem gosta de sitcoms e histórias sobre amizades, relacionamentos e recomeços, Ellen é uma presença LGBTQIA+ dentro desse universo de comédia.

 

6. Ramona Campbell — Sterling Point

“Sterling Point” é uma série de comédia e romance da Prime Video lançada em 2026. Determinada, intensa e cheia de personalidade, Ramona Campbell, interpretada por Amélie Hoeferle, é uma das personagens centrais da produção e vive em uma ilha no Canadá. A série acompanha sua vida afetiva e também uma ligação familiar inesperada com Annie (Ella Rubin). É uma escolha para quem gosta de histórias jovens com romance e drama.

7. Carol Sturka — Pluribus

Carol Sturka (Rhea Seehorn) é a protagonista de “Pluribus”, série de ficção científica criada por Vince Gilligan. Em um mundo transformado por um fenômeno misterioso que altera profundamente a humanidade, Carol se encontra entre as poucas pessoas que permanecem diferentes. Além de enfrentar as consequências desse novo mundo, sua história também envolve sua relação com Helen (Miriam Shor), trazendo uma dimensão pessoal para uma trama marcada por questões de identidade, conexão e sobrevivência.

8. Mabel Elmsworth — Os Bucaneiros

“Os Bucaneiros” é um drama de época da Apple TV+ baseado na obra inacabada de Edith Wharton. Mabel Elmsworth, interpretada por Josie Totah, vive na Inglaterra do século XIX e se apaixona por uma mulher. Mabel mantém uma relação com Honoria (Mia Threapleton) e enfrenta as limitações sociais impostas a uma mulher queer naquele contexto histórico. Em meio a bailes, casamentos e regras da alta sociedade, Mabel vive uma história de amor que desafia aquilo que esperavam dela.

 

9. Laura Peterson — The Morning Show

Ambiciosa, talentosa e acostumada aos bastidores do jornalismo televisivo, Laura Peterson (Julianna Margulies) chega a “The Morning Show” como uma jornalista experiente e respeitada. A personagem também vive um relacionamento com Bradley Jackson (Reese Witherspoon), trazendo para a série uma história de amor entre duas mulheres adultas em meio às pressões da vida profissional e da exposição pública.

 

10. Taissa Turner — Yellowjackets

Taissa Turner é uma das sobreviventes do acidente aéreo que está no centro de “Yellowjackets”, série de drama, suspense e sobrevivência da Paramount+. A personagem é interpretada por Jasmin Savoy Brown na adolescência e por Tawny Cypress na fase adulta. Sua trajetória atravessa diferentes momentos da vida e combina o suspense e a sobrevivência da série com sua vida pessoal. Para quem gosta de histórias tensas, personagens complexas e narrativas que alternam diferentes períodos, ela é uma ótima personagem para conhecer.

11. Ellie Williams — The Last of Us

Corajosa, sarcástica e determinada a sobreviver, Ellie Williams (Bella Ramsey) é uma das protagonistas de “The Last of Us”. A série apresenta sua relação com Riley (Storm Reid) e, posteriormente, seu romance com Dina (Isabela Merced), mostrando diferentes momentos de sua vida afetiva em meio a um mundo devastado por uma pandemia. Ellie é uma das personagens lésbicas mais conhecidas dos games e ganhou uma nova dimensão com sua adaptação para a televisão.

 

12. Yuri Han — Com Carinho, Kitty

Yuri Han é uma das estudantes populares da escola KISS em “Com Carinho, Kitty”, série adolescente de comédia romântica da Netflix. Interpretada por Gia Kim, Yuri mantém um relacionamento com Juliana (Regan Aliyah). A personagem também está no centro de uma das relações importantes da série, enquanto Kitty (Anna Cathcart) passa por seu próprio processo de descoberta da bissexualidade e desenvolve sentimentos por Yuri. Para quem gosta de comédia romântica adolescente, triângulos amorosos e dramas escolares, Yuri é uma personagem que merece entrar na lista.

13. Tye Reynolds — Harlem

Tye Reynolds é uma personagem lésbica de “Harlem”, comédia dramática da Prime Video criada por Tracy Oliver. Interpretada por Jerrie Johnson, Tye é uma empreendedora negra que criou uma empresa de tecnologia e um aplicativo de relacionamentos voltado para pessoas LGBTQIA+. Independente, ambiciosa e emocionalmente reservada, Tye é uma personagem que combina sua vida profissional com suas questões pessoais. Para quem procura uma comédia dramática adulta com amizades, relacionamentos e personagens LGBTQIA+, “Harlem” é uma das opções desta lista.

14. Greta Gill — Uma Equipe Muito Especial

Greta Gill é uma das personagens principais de “Uma Equipe Muito Especial”, série de comédia dramática esportiva de 2022 inspirada na liga profissional de beisebol feminino dos Estados Unidos. Interpretada por D’Arcy Carden, Greta é jogadora dos Rockford Peaches e mantém um relacionamento com Carson Shaw (Abbi Jacobson). A personagem combina a vida esportiva com sua trajetória afetiva dentro de uma história situada no universo do beisebol feminino. Para quem gosta de séries de esporte, comédia dramática e romances entre mulheres, Greta é uma das personagens para colocar na lista.

15. Cynthia Zdunowski — Grease: Rise of the Pink Ladies

“Grease: Rise of the Pink Ladies” é uma série musical da Paramount+ ambientada em 1954, antes dos acontecimentos de “Grease”. Cynthia Zdunowski, interpretada por Ari Notartomaso, é uma estudante rebelde e uma das integrantes fundadoras das Pink Ladies. Cynthia é uma personagem lésbica e seu relacionamento com Lydia (Niamh Wilson) constitui um dos principais núcleos LGBTQIA+ da série. É uma escolha para quem gosta de musicais, histórias adolescentes e romances sáficos inseridos em uma narrativa de época.

16. Quinni Gallagher-Jones — Heartbreak High

Inteligente, autêntica e extremamente observadora, Quinni Gallagher-Jones (Chika Ikogwe) é uma adolescente autista que não tem medo de ser fiel à própria personalidade em “Heartbreak High”. Lésbica, ela vive relacionamentos e descobertas amorosas enquanto também enfrenta os desafios da adolescência e da convivência na escola. A série permite que Quinni seja muito mais do que sua sexualidade ou seu diagnóstico, construindo uma personagem complexa e cheia de personalidade.

 

17. KJ Brandman — Paper Girls

KJ Brandman é uma das quatro protagonistas de “Paper Girls”, série de aventura e ficção científica da Prime Video lançada em 2022. Interpretada por Fina Strazza na versão adolescente, KJ é uma das garotas de 12 anos envolvidas em uma guerra temporal depois de um fenômeno inexplicável. KJ é uma personagem lésbica e mantém um relacionamento com Mac Coyle (Sofia Rosinsky). A série mistura aventura, ficção científica e drama adolescente, sendo uma opção para quem procura representação LGBTQIA+ em uma história de viagem temporal e aventura.

18. Juliette Fairmont — First Kill

Juliette Fairmont é uma das protagonistas de “First Kill”, série dramática sobrenatural da Netflix. Interpretada por Sarah Catherine Hook, Juliette é uma jovem vampira que se envolve romanticamente com Calliope (Imani Lewis), uma caçadora de vampiros. A relação entre as duas está no centro da história, que transforma o romance entre elas em parte fundamental da narrativa. Para quem gosta de histórias sobrenaturais, vampiros e romances sáficos com um conflito central bem definido, “First Kill” é uma opção para conhecer.

19. Dulcie Collins — Deadloch

Dulcie Collins é uma sargento sênior da polícia em uma cidade fictícia em “Deadloch”, comédia policial australiana da Prime Video. Interpretada por Kate Box, Dulcie é uma personagem lésbica e é casada com Cath York (Alicia Gardiner). A série combina investigação criminal, humor e personagens LGBTQIA+, criando uma mistura bem diferente das outras produções desta lista.

 

20. Kate Whistler — NCIS: Hawai’i

Kate Whistler é uma agente do FBI e personagem lésbica de NCIS: Hawai’i, série de drama, crime e mistério. Interpretada por Tori Anderson, Kate mantém um relacionamento com Lucy Tara (Yasmine Al-Bustami), agente do NCIS.  A personagem faz parte do elenco regular da série e sua história está inserida em uma produção policial e de investigação. Para quem gosta de casos criminais, investigações e séries procedurais com personagens LGBTQIA+, Kate é mais uma opção para colocar na lista.

Bônus:

Michaela — Bridgerton

Inteligente, determinada e dona de uma personalidade que não passa despercebida, Michaela Stirling (Masali Baduza) chegou a “Bridgerton” para mudar completamente a história de Francesca. Na série, Michaela é apresentada como prima de John Stirling (Victor Alli) e rapidamente desenvolve uma conexão especial com Francesca (Hannah Dodd). A personagem representa uma importante mudança em relação aos livros, já que a história de amor de Francesca passa a ser construída como um romance entre duas mulheres.

Moraine — A Roda do Tempo

Poderosa, misteriosa e uma das personagens mais importantes de “A Roda do Tempo”, Moiraine Damodred (Rosamund Pike) é uma Aes Sedai determinada a impedir que o mundo seja destruído pelo retorno do Tenebroso. Ao longo da série, sua história também apresenta relacionamentos com mulheres, incluindo sua conexão com Siuan Sanche (Sophie Okonedo), com quem possui uma relação amorosa que atravessa anos de história e responsabilidades. Moiraine equilibra força, vulnerabilidade e poder em uma das fantasias mais populares do streaming.

Mais histórias, mais possibilidades de representação

Uma das coisas mais interessantes de olhar para uma lista como esta é perceber como personagens lésbicas podem existir em histórias completamente diferentes. Elas estão em universidades, redações de televisão, campos de beisebol, delegacias, escolas, mundos pós-apocalípticos e até histórias com vampiras e viagens no tempo.

E essa diversidade de gêneros também importa. Representação não precisa estar restrita a uma única fórmula ou fazer da sexualidade da personagem o único assunto de sua história. Existem personagens lésbicas vivendo romances, enfrentando problemas profissionais, participando de aventuras, sobrevivendo a catástrofes, investigando crimes e simplesmente sendo adolescentes.

Para quem está procurando novas séries para assistir ou quer ampliar a lista de personagens sáficas para conhecer, essas 20 produções mostram algumas das possibilidades que estão disponíveis na televisão e no streaming. E, claro, esta está longe de ser uma lista definitiva: existem muitas outras personagens e histórias que também merecem ser lembradas.

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5 séries médicas com representatividade sáfica

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Se você gosta de séries médicas e ainda procura histórias com personagens LGBTQIA+, essas cinco produções merecem a sua atenção. Algumas colocam o romance em destaque, outras exploram mais o desenvolvimento das personagens, mas todas têm algo em comum: entregam boas histórias dentro do universo da medicina.

Nurses

Diferente da maioria das séries do gênero, “Nurses: Plantão Enfermagem” deixa os médicos em segundo plano e acompanha o dia a dia dos enfermeiros. Isso faz com que a narrativa apresente um lado da profissão que raramente ganha destaque na televisão. Além dos casos médicos, a série também traz representatividade LGBTQIA+ de forma natural. Infelizmente, foi cancelada após apenas duas temporadas, deixando a sensação de que ainda tinha muito potencial para explorar.

SkyMed

Se você já cansou dos corredores de hospital, SkyMed” oferece uma proposta diferente. A trama acompanha uma equipe de resgate aéreo que presta atendimento em comunidades remotas do Canadá, combinando muita ação, emergências e paisagens incríveis. O elenco conquista rapidamente e a série também inclui personagens sáficas entre suas histórias.

DOC

Uma das produções mais recentes da lista, “DOC” acompanha uma médica que perde parte da memória após um acidente e precisa reconstruir sua carreira e sua vida pessoal praticamente do zero. A série equilibra muito bem os casos médicos com o drama emocional das personagens, além de incluir representatividade LGBTQIA+ ao longo da narrativa.

New Amsterdam

“Hospital New Amsterdam: Toda Vida Importa” vai além dos diagnósticos e cirurgias ao discutir um sistema de saúde mais humano e acessível. Entre tantos personagens marcantes, a Dra. Lauren Bloom (Janet Montgomery) se destaca por sua complexidade, seus desafios pessoais e sua trajetória ao longo da série. Sua história é uma das mais envolventes da produção e contribui para a representatividade sáfica presente na trama.

Grey’s Anatomy

É impossível falar de séries médicas sem mencionar Grey’s Anatomy. Ao longo de mais de duas décadas, a série apresentou diversos casais LGBTQIA+, incluindo alguns dos romances sáficos mais marcantes da televisão. Entre perdas, reviravoltas, dramas e personagens inesquecíveis, continua sendo uma referência quando o assunto é série médica e representatividade.

E agora fica a pergunta: qual série médica com representatividade sáfica você incluiria nessa lista? Tem alguma que merece entrar na próxima maratona do LesB Out?

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Francesca Bridgerton e o desconforto de romper estereótipos

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Francesca Bridgerton (Hannah Dodd) começou a ganhar mais destaque na produção da Netflix na terceira temporada, quando decide se casar com John Stirling (Victor Alli). A única exigência da personagem era se unir a alguém gentil e, ao conhecer John, o relacionamento dos dois causa certo estranhamento pelo longo período em que permanecem em silêncio na presença um do outro.

Na história original dos livros, após se casar com John, Francesca vive alguns anos de matrimônio até que ele falece, e ela acaba se envolvendo com seu primo, Michael Stirling. A série, no entanto, seguiu outro caminho: o interesse amoroso da personagem é apresentado no final da temporada como Michaela Stirling (Masali Baduza), uma mulher. Isso gerou um verdadeiro caos na internet, especialmente entre os fãs da obra original.

Mas por que a mudança na sexualidade da Francesca incomoda tanto?

Ela incomoda porque confronta uma fantasia muito específica que o público construiu sobre nós, mulheres que amam mulheres, e sobre como essa história deveria ser contada. Existe uma expectativa quase automática de que a personagem óbvia fosse Eloise. Afinal, interpretada por Claudia Jessie, Eloise é questionadora, verbal, crítica das normas sociais e desconfortável com o casamento. Quando essa leitura se impõe, ela revela mais sobre quem assiste do que sobre a narrativa: ainda esperamos que a mulher lésbica seja aquela que rejeita a feminilidade, o romance tradicional e a delicadeza; a que se opõe e rompe de forma explícita. O que muitos se esquecem é que essa possibilidade já está fora de cogitação, já que o interesse amoroso de Eloise foi apresentado ainda na primeira temporada.

Francesca Bridgerton faz o caminho oposto e é exatamente por isso que incomoda. E também por isso que ela é perfeita para esse papel. Ela performa a feminilidade com maestria: é discreta, educada, elegante, cuidadosa com as palavras e dona de um humor astuto e subversivo. Cumpre o roteiro esperado: casa-se, tenta, insiste, ocupa o lugar que lhe foi destinado. Ela segue tudo o que a sociedade impôs sobre o que uma lady deveria ser. E, ainda assim, algo não se encaixa. Não por falta de afeto, não por trauma, não por rebeldia. Francesca ama John profundamente, isso é perceptível. Mas existe a ausência de desejo no casamento, ou talvez eles simplesmente não se encaixem na cama, o que é totalmente possível. Essa é uma narrativa que desestabiliza os fãs da história de Francesca, que recorrem a justificativas rasas para tentar apagar uma história entre duas mulheres, uma história que pode, sim, carregar o desejo intenso que “Bridgerton” costuma entregar em suas temporadas.

Resenha | Cupidos não se apaixonam – o melhor livro da Clara Alves (até agora)

Ao deslocar essa descoberta para uma personagem como Francesca, “Bridgerton” toca em um ponto sensível: a ideia de que mulheres femininas, silenciosas e aparentemente “bem ajustadas” também podem viver a heterossexualidade compulsória e que, muitas vezes, só conseguem nomeá-la depois de cumprir todas as expectativas colocadas sobre elas e ainda assim sentir que algo falta. Esse sentimento só nasce quando existe desconforto. E mudança exige desconforto. Ninguém nasce sabendo sua sexualidade, nem mesmo em uma história ambientada no século XIX.

Não se trata de “mudar” a sexualidade da personagem, mas de revelar algo que nunca teve espaço para existir antes. Isso confronta uma lógica narrativa muito comum: a de que mulheres sáficas precisam ser anunciadas cedo, de forma clara e quase pedagógica, para que sejam validadas.

E talvez seja isso que mais incomode: essa história não está ali para ensinar, justificar ou tranquilizar o público. Ela simplesmente existe e lembra que nem toda mulher que ama mulheres é visível, óbvia ou fora do padrão. Algumas só descobrem quando percebem que viver o roteiro certo ainda pode significar viver a vida errada.

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Uma adaptação sempre será uma adaptação. Se você quer a história original, o livro continua lá, intacto. Se você quer decidir por nós qual é a personagem ideal para ser lésbica ou bissexual, por favor, não faça. Aceite sua insignificância. E, para finalizar, não diga que já existem inúmeras produções com personagens sáficas se amando e que há espaço em outros lugares, porque não há. Ou essas produções são constantemente canceladas, ou suas personagens são mortas, ou terminam sozinhas, sem explicações óbvias (sim, estou falando de Robin (Maya Hawke) em “Stranger Things”).

Nós vamos, sim, ver em “Bridgerton” uma mulher se envolvendo com outra mulher e explorando o desejo. E, se você não gosta, simplesmente não assista. O que vocês não têm é o direito de decidir o que é melhor para nós.

No fim, o desconforto não é com Francesca. É com a quebra de um estereótipo que muita gente ainda não está pronta para abandonar.

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