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Cinco séries para maratonar durante o Carnaval

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Esta semana temos a chegada do Carnaval em nossas vidas e como sabemos que muita gente gosta de curtir esta época em casa de forma bem confortável, listaremos aqui cinco séries para assistir durante esta folga.

Começamos com “Everything Sucks!” uma série da Netflix que se passa em 1996 e por isso é completamente imersa no universo dos anos 1990. Com fotografia e enredo envolventes para quem assiste, a história acontece a maior parte do tempo em uma escola de ensino médio, onde conflitos adolescentes são criados diariamente. Entre eles, a descoberta da homossexualidade de Kate Messner (Peyton Kennedy), uma menina criada pelo pai, que segue certa linha de comportamento considerado o padrão e que não foge muito “das regras” que lhe são impostas tanto pela escola como pelo responsável. Além dela, desvendamos também um pouco sobre a vida de Emaline (Sydney Sweeney), uma veterana um tanto quanto rebelde que se descobre aos poucos uma pessoa completamente diferente do que ela imaginava. A série conta somente com uma temporada, apesar do cancelamento vale a pena assistir pois é uma história leve e ao mesmo tempo apaixonante.

Cinco blocos LGBTQ+ para curtir no Carnaval

A próxima é “Carmilla”; baseada no livro de mesmo nome, a websérie se passa em uma faculdade fictícia na Áustria onde Laura Hollis (Elise Bauman), uma estudante de jornalismo, começa gravar vídeos sobre seu dia a dia, narrando acontecimentos estranhos na Universidade de Silas. Tudo começa com o misterioso sumiço de sua colega de quarto que saiu para uma aparente festa sem deixar nenhuma pista. Logo que começa a sua investigação, a estudante de jornalismo recebe uma nova companhia para dividir o quarto: Carmilla Karnstein (Natasha Negovanlis). Laura logo desconfia dela e não perde tempo para começar uma nova investigação, agora sobre a menina misteriosa com hábitos noturnos com quem ela compartilha o mesmo ambiente. Esta investigação vai tão a fundo que as estudantes começam a se envolver até demais. A série está disponível no youtube com legenda em português e consiste em quatro temporadas.

Outra produção que vale a pena conferir é “Faking It” que traz a vida dos adolescentes no ensino médio, mais especificamente de duas melhores amigas tentando se encaixar e se destacar em meio a todas aquelas pessoas. Karma (Katie Stevens) tem o grande desejo de se tornar popular e descobre exatamente como fazer isso, o único problema é que ela leva Amy (Rita Volk) junto. A ideia a princípio são as amigas fingirem estar apaixonadas uma pela outra para se tornarem o casal lésbico de referência da escola, o que, obviamente, atrairia muita atenção, só que algo que não foi muito bem calculado acontece: Amy se apaixona perdidamente pela melhor amiga e de repente o que era apenas uma brincadeira começa a afetar seriamente a vida das duas e das pessoas ao redor delas. A série é uma comédia romântica que consiste em três temporadas elaboradas pela MTV.

Cinco contos de autoras nacionais para ler no Carnaval

“Wynonna Earp” é a quarta dica para o Carnaval do sofá. Esta série tem uma trama bastante curiosa: Wynonna (Melanie Scrofano) herdou a maldição da família Earp de ser a única que consegue usar e controlar a peacemaker, a única arma capaz de livrar a cidade de Purgatório de todos os demônios que a habitam. Com a missão mais importante que já teve na vida, ela se junta com sua irmã mais nova Waverly Earp (Dominique Provost-Chalkley) e com a policial mais inteligente da cidade Nicole Haught (Kat Barrell) para mandar de volta para o inferno tudo que puder. No meio de toda essa confusão Waverly se apaixona por Nicole deixando a guerra toda um pouco mais interessante e sútil. A série nos traz um dos casais mais queridinhos da atualidade: Wayhaught, que mistura a leveza de um amor sendo descoberto aos poucos com a força de uma dupla mulheres buscando pela paz na cidade.

E a última dica para o carnaval é a série da CW “DC’s Legends of Tomorrow” que traz em sua trama uma equipe de super-heróis viajantes no tempo. A linha temporal só se mantém segura e estável graças as Lendas que a todo tempo precisam resolver falhas, algumas que eles mesmos causaram, para que o universo não seja destruído. Reconhecida atualmente como a série mais divertida do Arrowverse, a produção traz para os espectadores histórias engraçadas e misteriosas ao mesmo tempo, e sempre com um pouquinho de drama ao fundo. É preciso destacar também a importância de representatividade LGBTQ+ que carrega. Como capitã da Waverider temos atualmente Sara Lance (Caity Lotz), a Canário Branco. Uma super-heroína abertamente bissexual e sem o menor receio de expressar sua sexualidade em suas viagens no tempo. Atualmente a série traz ao lado de Sara, Ava Sharpe (Jes Macallan), uma personagem sem super poderes, mas com habilidades e forças inigualáveis. Juntas elas formam o casal Avalance, outro queridinho do público.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

LesB Saúde | Prevenção de ISTs para mulheres

Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

LesB Saúde | A solidão de mulheres sáficas

Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

LesB Indica | Badhaai Do – uma salada de casamento de fachada, confusão familiar e amor

No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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