Resenha | Depois daquele beijo – narrativa fluida com algumas falhas

Ficha Técnica
Livro: Depois daquele beijo
Autor: Rafaella Vieira
Editora: Brejeira Malagueta
Número de Páginas: 184
Ano de Lançamento: 2011


Lançamento de 2011 da autora Rafaella Vieira, “Depois daquele beijo” é um livro que conta uma história em forma de conversa (você lê e tem a sensação que estão conversando com você), e a narradora é Michele, uma menina que vive no próprio mundo e acha que não se encaixa em lugar nenhum. As férias terminaram e ela não está nem um pouco empolgada com a voltas as aulas, até que chega uma garota nova na escola, Caterine.

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“Ela é a cara da Monique Powell (aquela vocalista gata da Save Ferris) e tem um jeito meio Kristen Stewart. Tipo, aquele tipo de garota que é linda de morrer, mas que não é como a maioria das garotas lindas de morrer – fabricadas com cosméticos e etc.”

A princípio, a obra se desenvolve pela paixão de Michele pela Caterine. São páginas e páginas muito intrigantes de ler, parece que você está imerso na paixonite da adolescente. A autora não apresenta muitas enrolações para que o casal realmente aconteça, tudo é retratado de forma natural, seja por elas, ou pela família e amigos. A sexualidade das garotas não é um problema de forma alguma. Entretanto, o amigo delas, Renato, muitas vezes apresentava atitudes contraditórias, ao mesmo tempo que se preocupava com as duas, muitas vezes também atrapalhava a evolução do relacionamento. A tia de Michele, ou tia Jaque, no entanto, é como se fosse um colírio para os olhos, ela é uma personagem divertida, tem falas condizentes com sua personalidade e um espaço importante na narrativa.

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“A paixão é algo desconcertante que surge quando menos se espera, devagar e rápido, como uma brisa de verão.”

A história é ambientada em Recife, no nordeste, e possui algumas expressões e gírias que não pude identificar o significado. Outro ponto não muito positivo do livro é a reviravolta que acontece entre o casal principal, em um momento você está absorvida pelo romance, do nada, começa a questionar se aquele relacionamento era realmente saudável. O problema em si, não está no fato de falar sobre saúde mental, mas sim na abordagem direta que foi tratado o assunto. Em um dado ponto estava tudo perfeito, no seguinte não tanto. A autora deveria ter abordado o tema de forma mais delicada. Ao menos, no final, as personagens procuram tratamento psicológico e tentam lidar com seus problemas de forma correta.

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“Seja lá o que isso significasse. Para ela, pois para mim… Significava tudo.”

De modo geral, o livro flui rápido e com certeza vai te conquistar. Você só precisa relevar algumas falhas aqui e ali, aproveitar o romance das garotas e, assim, se divertir bastante com os personagens e as referências de outras obras literárias e cinematográficas. Além de tudo, é sempre bom se deparar com finais felizes quando se trata de casais LGBTQIA+, não?

Bruna Fentanes

Baiana, designer e estudante de jornalismo. Acredita que vive em seu próprio conto de fadas e se divide entre suas duas obsessões: livros de romance e séries teen.

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