Connect with us

Colunas

Pro Mundo (Out!) | Hen Wilson – a força, o coração e a resistência em 9-1-1

Published

on

Henrietta “Hen” Wilson (Aisha Hinds) é uma supermulher. Mãe, esposa, paramédica e estudante de medicina. A única mulher, a única pessoa negra no batalhão, a única pessoa LGBTQIA+.

Tudo isso serve para descrever a paramédica Hen Wilson. Ela, desde o começo, é apresentada como alguém amigável, mas que todos respeitam. Não tem a pose de mãezona dos outros bombeiros do batalhão 118, mas todos já tiveram seu momento de acolhimento com ela. Ela sempre se mostra como uma grande amiga e uma pessoa com quem se pode contar. Seu melhor amigo, Chimney (Kenneth Choi), sabe bem o que é ter Hen ao seu lado nos melhores e piores momentos.

LesB Cast | Temporada 4 Episódio 01 – Nossos pitacos sobre a terceira temporada de “Yellowjackets”

Mas seu começo no batalhão não foi fácil. Ao entrar para o LAFD, antes de o batalhão 118 ser comandado pelo capitão Bobby Nash (Peter Krause), ele era liderado por um capitão extremamente preconceituoso chamado Gerrard (Brian Thompson). Hen era basicamente ignorada e rechaçada pelo capitão. Foi justamente nessa época que sua amizade com Chimney começou, porque ele também sofria com o preconceito do capitão.

Hen se posicionou e conseguiu que Gerrard saísse do comando do 118 e, assim, conquistou ainda mais o respeito dos colegas. Além de Chimney, Hen também é muito amiga da sargento Athena Grant (Angela Bassett). As duas se viram em um ponto em comum: duas mulheres negras fortes em lugares dominados por homens brancos. Então, precisavam demonstrar ser duas vezes melhores do que qualquer um. Athena apresentou a Hen um grupo de amigos socorristas que sofriam algum tipo de preconceito em seus distritos ou batalhões.

Na vida pessoal, Hen vive um casamento feliz e estável com Karen Wilson (Tracie Thoms), uma cientista de foguetes, e as duas são mães de Denny (Declan Pratt). Denny é biologicamente filho da ex-namorada de Hen, Eva, que acabou abrindo mão dos direitos parentais por conta do abuso de drogas. Karen sempre apoiou muito todas as decisões de Hen e aceitou também a adoção de Denny.

Pro Mundo (Out!) | Lucy Tara – representação positiva em séries policiais

Hen e Karen se conheceram através de um encontro armado por Chimney, que gostaria que a amiga conhecesse alguém legal, principalmente depois da relação turbulenta que teve com Eva. Apesar do casamento bem estruturado, as duas passaram por altos e baixos, como quando Eva reapareceu na vida de Hen e tentou tirar a guarda de Denny, causando uma ruptura no casamento de Hen e Karen, assim como quando as duas tentaram a adoção de uma nova criança. No final, acabou não dando certo, mas não porque as duas não eram adequadas ou algo assim, e sim porque a mãe biológica da menina conseguiu se reestruturar.

Outro momento marcante que Hen Wilson viveu foi um acidente: ao iniciar os estudos para a faculdade de medicina e conciliar com o trabalho intenso de paramédica, ela começou a se sobrecarregar. Então, acaba se envolvendo em um acidente por conta do cansaço, que termina em uma morte. Hen, então, abandona tudo e vai para uma espécie de retiro, onde cogita abandonar a carreira de paramédica, mas lá reencontra uma pessoa que a inspirou a seguir esse caminho.

LesB Indica | Prom Dates – um filme para rir, torcer e se emocionar

Hen volta para o LAFD e decide estruturar melhor seus horários para poder se cuidar e conciliar o trabalho com os estudos. Hen é, de longe, uma das melhores paramédicas do batalhão, e Bobby reconhece esse potencial, mas sabe que não pode dar mais funções a uma mulher que já está fazendo de tudo.

Hen Wilson é paramédica na série 9-1-1, que está atualmente em sua 8ª temporada, disponível na Disney+.

França, 25 anos, fã incondicional de Grey’s Anatomy. Mora em SP mas ama viajar. Viciada em livros de fantasia e romances policiais, espera um dia poder ter tempo de colocar a suas leituras e séries em dia.

Continue Reading
Click to comment

LesB Indica

LesB Indica | Silo – Por que vale a pena assistir agora

Published

on

Ficção científica, mundo pós-apocalíptico, mistérios que se acumulam e personagens que passam longe de serem rasos. “Silo”, série da Apple TV baseada na trilogia de Hugh Howey, reúne tudo isso em uma produção que constrói seu universo com calma, atenção aos detalhes e uma primeira temporada capaz de prender do início ao fim.

E existe um motivo extra para colocar a série em dia agora: as três primeiras temporadas já estão disponíveis no Apple TV e a quarta será a última, com estreia marcada para 9 de julho de 2027.

Um mundo pós-apocalíptico diferente

A premissa de “Silo” já estabelece um cenário intrigante. Em um futuro no qual o mundo exterior é considerado tóxico e mortal, cerca de 10 mil pessoas vivem em uma gigantesca estrutura subterrânea. Quem está ali não sabe exatamente quando o silo foi construído, por quem ou por quê.

No centro da história está Juliette Nichols, interpretada por Rebecca Ferguson, uma engenheira que acaba envolvida nos mistérios desse lugar.

Para quem gosta de produções pós-apocalípticas como “The 100”, existe uma familiaridade temática no interesse por sociedades que precisam sobreviver dentro de novas regras e estruturas. A comparação, porém, termina por aí: “Silo” tem seu próprio universo e sua própria origem, construída a partir da série literária de Hugh Howey, formada por Silo, Ordem e Legado.

A primeira temporada constrói uma base espetacular

A primeira temporada tem dez episódios e é especialmente eficiente em estabelecer as regras desse universo sem transformar a construção de mundo em algo separado da narrativa.

Esse cuidado também aparece visualmente. Antes das filmagens, a equipe passou cerca de dez meses desenvolvendo a aparência e as regras do universo de “Silo”. Elementos como a arquitetura, os computadores de aparência antiga e até determinadas limitações existentes naquele espaço foram pensados deliberadamente para fazer parte da lógica daquele mundo.

O resultado é uma direção muito bem aproveitada e uma ambientação que trabalha junto com o roteiro. “Silo” consegue fazer o espectador observar o cenário, os personagens e as relações porque existe constantemente a sensação de que cada detalhe pode ter alguma importância.

LesB Indica | Sterling Point – uma história de família, descobertas e um romance sáfico que merece atenção

Personagens que despertam amor, raiva e desconfiança

Um dos pontos mais fortes de “Silo” está justamente nos personagens. As atuações ajudam a fazer com que seja possível amar alguns deles, odiar outros e, principalmente, mudar de perspectiva conforme as relações se desenvolvem.

Isso funciona porque a série evita construir figuras excessivamente simples. Existem escolhas, interesses, afetos, conflitos e diferentes formas de enxergar a realidade daquele lugar. As relações têm peso, mas não porque “Silo” seja uma produção centrada em romances. Amizade, confiança, poder, sobrevivência e as consequências das decisões ocupam um espaço muito maior.

Rebecca Ferguson conduz boa parte desse universo como Juliette, mas a força da produção está também no conjunto de personagens que existe ao redor dela.

E existe representatividade sáfica em Silo

Outro ponto que torna “Silo” interessante é a presença de personagens e relações sáficas inseridas organicamente na narrativa.

Martha Walker, interpretada por Harriet Walter, está entre as personagens destacadas pela imprensa especializada LGBTQIA+ nesse aspecto. Nas temporadas posteriores, outras personagens, como Charlotte Keene (Jessica Brown Findlay), também ampliam essa presença.

O mais interessante é que a representatividade existe sem transformar essas personagens apenas em seus relacionamentos. Elas possuem histórias, conflitos e contribuições próprias para a narrativa geral.

“Silo” não é uma série de romance e tampouco precisa se tornar uma para incluir personagens LGBTQIA+. As relações fazem parte de um universo muito maior, exatamente como acontece com os demais vínculos construídos pela produção.

Apple TV e aquela sensação de cinema feito para a televisão

“Silo” também reforça uma percepção que o catálogo da Apple TV vem deixando cada vez mais forte: a plataforma ocupa hoje, para esta indicação, um espaço semelhante ao que durante muito tempo associamos à HBO quando falávamos em produções televisivas com ambição de cinema.

É uma avaliação editorial, claro, mas “Silo” ajuda bastante a explicar essa sensação. Direção, fotografia, ambientação, elenco e construção narrativa trabalham para criar uma produção que tem identidade própria e não parece interessada apenas em seguir uma fórmula conhecida da ficção científica.

Vale a pena assistir Silo?

Para quem gosta de ficção científica, histórias pós-apocalípticas, mistério e personagens complexos, vale muito.

A primeira temporada estabelece uma base excelente e funciona como uma porta de entrada extremamente forte para esse universo. A segunda e a terceira continuam desenvolvendo elementos importantes da produção. E o timing dificilmente poderia ser melhor, com três temporadas disponíveis no Apple TV e a quarta e última já confirmada para julho de 2027, existe tempo para começar agora, acompanhar tudo no seu ritmo e chegar à etapa final da história com a série em dia.

“Silo” está disponível no Apple TV no Brasil, com opções de áudio e legendas em português.

 

Continue Reading

Colunas

LesB Indica | Sterling Point – uma história de família, descobertas e um romance sáfico que merece atenção

Published

on

“Sterling Point” é, antes de tudo, um drama familiar e um daqueles que conseguem transformar uma descoberta inesperada em uma história sobre pertencimento, luto e todas as vidas que poderiam ter existido. A série acompanha Annie Jacobson (Ella Rubin), uma jovem de 17 anos que vive em Nova York com seu irmão gêmeo, Connor (Keen Ruffalo), e o pai adotivo (Jay Duplass). Depois da morte do avô por parte de mãe, os dois descobrem que herdaram uma pequena ilha em um lago no Canadá, deixada para eles por um avô que nunca conheceram.

Ao deixar a agitação de Nova York para trás e chegar à pequena comunidade canadense, Annie descobre que a herança guarda um segredo ainda maior: ela e Connor têm uma irmã que nunca souberam que existia: Ramona (Amélie Hoeferle), que também não fazia ideia da existência dos dois. Mas a relação entre eles não é determinada pelo sangue: Annie e Connor foram adotados, enquanto Ramona é filha biológica da mesma mulher que eles perderam tão cedo. A mãe deles morreu quando eles tinham apenas dois anos, então, para Annie, essa viagem representa muito mais do que conhecer uma nova cidade: é a primeira oportunidade de descobrir quem foi a mulher que ela perdeu tão cedo.

A partir desse encontro, a série começa a desvendar uma verdadeira teia de segredos familiares, enquanto Annie tenta entender não apenas quem é Ramona, mas também quem foi sua mãe e como teria sido sua vida se algumas escolhas do passado tivessem sido diferentes. É justamente essa busca que faz de “Sterling Point” uma produção tão envolvente: a série não fala apenas sobre descobrir uma família, mas sobre tentar reconstruir uma história da qual você nunca teve todas as peças.

LesB Indica | Três Graças – casal sáfico que conquistou o público no meio do caos das novelas das nove

E é nesse cenário que conhecemos Ramona. Lésbica, sarcástica e extremamente retraída, ela é praticamente o oposto de Annie. Enquanto Annie chega à ilha cheia de perguntas e vontade de conhecer tudo aquilo que perdeu, Ramona passou a vida acreditando que não precisava de ninguém. Ela tem problemas de confiança, mantém as pessoas à distância e nunca sentiu que realmente tinha uma família. Depois da morte do avô, a única pessoa que ela conhecia como família, essa sensação de estar completamente sozinha fica ainda mais forte. Por isso, descobrir que existem duas pessoas ligadas à sua mãe que ela nunca soube que existiam não é necessariamente uma boa notícia de imediato, é mais uma coisa que Ramona precisa aprender a processar.

E é impossível falar de Ramona sem falar de Oona (Bo Bragason). Melhores amigas de longa data, as duas carregam uma intimidade que vai muito além da amizade e, aos poucos, percebem que existe algo a mais entre elas. O romance funciona porque não nasce de uma grande tragédia ou de um conflito sobre sexualidade: é uma história de descoberta, desejo, carinho e também de inseguranças. Oona é direta, independente e flerta sem medo, enquanto Ramona precisa lidar com tudo o que está acontecendo em sua vida ao mesmo tempo. Oona é uma das poucas pessoas capazes de atravessar a barreira que Ramona construiu ao seu redor, e a para uma personagem que passou tanto tempo acreditando que não precisava de ninguém, se permitir gostar de alguém é também uma forma de vulnerabilidade.

LesB Indica | Veep – política, sarcasmo e um amor que floresce no meio do caos

No fim, “Sterling Point” é uma série sobre pessoas tentando descobrir onde e com quem realmente se sentem em casa. Annie chega à ilha procurando respostas sobre a mãe e encontra uma irmã; Ramona passa a vida acreditando que não tem família e, de repente, precisa lidar com duas pessoas que carregam a mesma ligação com a mulher que ela teve como mãe; e, no meio de tudo isso, surgem relações que desafiam as certezas que cada personagem tinha sobre a própria vida. É um drama familiar maravilhoso, cheio de emoção, segredos, descobertas e personagens que vão ganhando novas camadas conforme a história avança. E, para quem gosta de acompanhar uma boa personagem lésbica, Ramona é definitivamente uma das melhores razões para dar uma chance à série.

Continue Reading

Colunas

LesB Indica | Três Graças – casal sáfico que conquistou o público no meio do caos das novelas das nove

Published

on

“Três Graças” acompanha a história de três gerações de mulheres unidas por laços familiares complexos e marcadas por escolhas que atravessam o tempo. Entre segredos do passado, disputas por poder, amores proibidos e conflitos que parecem se repetir de mãe para filha, a novela constrói uma trama repleta de reviravoltas, explorando como traumas, expectativas e ambições moldam o destino de uma família inteira. É uma história sobre herança emocional, mas também sobre a coragem de romper ciclos e escrever um futuro diferente.

A produção chama atenção justamente por equilibrar o melodrama clássico com discussões mais atuais sobre identidade, pertencimento e liberdade afetiva. Ao mesmo tempo em que acompanha romances turbulentos, traições e embates familiares, “Três Graças” também se preocupa em mostrar como os vínculos podem servir tanto como prisão quanto como acolhimento. E é nesse contexto que a história de Juquinha e Lorena ganha ainda mais força.

LesB Indica | Veep – política, sarcasmo e um amor que floresce no meio do caos

Lorena, interpretada por Alanis Guillen, vive o peso de crescer em uma família conservadora, especialmente por conta da relação complicada com o pai. Sensível e emocionalmente contida, ela passa boa parte da trama tentando equilibrar quem é com o que esperam dela. Já Juquinha, vivida por Gabriela Medvedovsky, surge como o oposto: segura de si, espontânea e completamente confortável com a própria sexualidade. A dinâmica entre as duas funciona justamente porque nenhuma tenta apagar a outra, Juquinha entende os medos de Lorena, mas também deixa claro o quanto viver escondida pode machucar.

O relacionamento delas cresce aos poucos, entre mensagens trocadas, encontros discretos e uma tensão romântica que rapidamente conquistou a internet. O casal, apelidado carinhosamente de “Loquinha” pelos fãs, ganhou força justamente pela naturalidade com que o romance foi construído. Não há exageros nem discursos artificiais: existe carinho, desejo, apoio e, principalmente, a sensação de que as duas encontraram um espaço seguro uma na outra.

Um dos pontos mais bonitos da trajetória de Lorena e Juquinha é perceber como o amor entre elas também se transforma em acolhimento. Juquinha apresenta Lorena a uma família sem preconceitos, enquanto Lorena finalmente encontra coragem para falar sobre quem ama. Entre beijos roubados, conversas sinceras e planos para o futuro, a novela entrega momentos simples, mas muito significativos para quem acompanha histórias sáficas há anos na televisão brasileira.

Roller Coaster – a montanha-russa emocional que toda fã de GL conhece

“Três Graças” pode até seguir a estrutura clássica de uma novela, mas Juquinha e Lorena conseguiram transformar sua história em algo especial para o público LGBTQIA+. Um casal que nasceu devagar, ganhou força pela química e acabou se tornando um dos grandes assuntos da novela, provando que romances entre mulheres também podem ocupar espaço no horário nobre e mobilizar fãs apaixonadas.

Continue Reading

Bombando