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Review | Amor da Minha Vida – Segunda Temporada

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Eu não imaginei que Amor da Minha Vida teria uma segunda temporada. Pelo título, parecia que a história de Bia (Bruna Marquezine) e Victor (Sérgio Malheiros) caminharia para aquele encerramento que a gente já conhece: ela encontra o amor da vida dela, os dois superam os obstáculos e vivem felizes para sempre. Só que, se a primeira temporada já mostrou que amar alguém não significa ter uma vida perfeita ao lado dessa pessoa, os novos episódios aprofundam ainda mais essa ideia.

A segunda temporada de Amor da Minha Vida estreou no Disney+ em 9 de outubro de 2026 e retoma a história exatamente de onde a anterior terminou. Victor bate à porta de Bia, decide abrir mão da estabilidade que havia construído com Paula e escolhe tentar mais uma vez com a mulher que acredita ser o amor da sua vida. O reencontro é emocionante, e os dois finalmente têm a oportunidade de viver o relacionamento que tanto parecia fazer falta. Mas, como a série já tinha nos ensinado, recomeçar não significa que todos os problemas ficaram para trás.

Atenção: a partir daqui, o texto contém spoilers importantes da segunda temporada.

Bia e Victor passam alguns meses felizes, até que as diferenças entre suas vidas profissionais começam a interferir na relação. Bia consegue aprovar uma série no novo emprego, mas uma mudança na gestão da empresa faz com que o projeto seja rejeitado. Mais uma vez, ela se vê obrigada a recomeçar justamente quando parecia estar conseguindo avançar. É frustrante acompanhar como, sempre que tenta correr atrás dos próprios sonhos, alguma coisa acontece para colocá-la de volta no ponto de partida. E essa sucessão de frustrações ajuda a entender o estado emocional da personagem, embora não justifique todas as suas atitudes.

É justamente aí que a segunda temporada encontra uma de suas questões mais interessantes: até que ponto o amor é suficiente para sustentar um relacionamento? Bia e Victor se amam, mas isso não significa que estejam preparados para construir uma vida juntos. Existem ambições individuais, inseguranças, ressentimentos e expectativas que nem sempre caminham na mesma direção. Como equilibrar a carreira e a vida amorosa? Como acompanhar o ritmo de alguém que está em outro momento profissional? E o que acontece quando duas pessoas querem ficar juntas, mas não conseguem encontrar uma maneira de fazer isso sem abrir mão de partes importantes de si mesmas?

A série continua apostando no caos que marcou a primeira temporada. Os personagens se metem em situações complicadas, tomam decisões questionáveis e precisam lidar com as consequências, nem sempre da maneira mais madura. A diferença é que, desta vez, existe um aprofundamento maior nas contradições da vida adulta, nos vazios existenciais e na saúde mental. A sensação é de que crescer não significa necessariamente aprender a lidar com tudo, mas começar a perceber que determinados comportamentos têm consequências que vão muito além da gente.

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Bia é o principal exemplo disso. Ela continua sendo uma personagem carismática, espontânea e cheia de contradições, mas também extremamente egocêntrica em muitos momentos. Existe uma resistência constante em reconhecer que algo não vai bem e que talvez seja necessário procurar ajuda. Bia parece acreditar que a sua maneira caótica de viver é parte essencial de quem ela é, como se cuidar da própria saúde mental pudesse apagar a espontaneidade e transformá-la em alguém sem graça, sem vida, sem a magia que a torna diferente.

Essa resistência torna o arco da personagem especialmente interessante, porque a série mostra como a recusa em olhar para si mesma começa a afetar também as pessoas que estão ao seu redor. Quem ama Bia precisa lidar com as consequências das decisões dela, enquanto ela parece ter dificuldade para reconhecer o tamanho do estrago que pode causar. Não é necessário transformar o comportamento da personagem em um diagnóstico para perceber que existe algo preocupante na maneira como ela enfrenta as próprias dificuldades. A questão não é deixar de ser maluquinha, como ela parece temer, mas entender que nem todo sofrimento precisa ser romantizado como parte da personalidade.

Bia também parece ter uma tendência a se envolver em relações que a colocam em situações de sofrimento e humilhação, enquanto encontra dificuldades para sustentar um relacionamento saudável. Isso fica evidente na relação com Victor, seu melhor amigo e o homem que ela considera o amor da sua vida. Quando finalmente estão juntos, com a possibilidade de construir algo estável, ela começa a se sabotar. É como se o caos fosse mais familiar do que a tranquilidade, e como se estar bem com alguém fosse, por algum motivo, mais difícil do que lidar com relações que a machucam.

O passado familiar da personagem ajuda a ampliar essa discussão. Nesta temporada, Bia decide procurar o pai biológico, que teve uma relação péssima com sua mãe, para descobrir mais sobre a própria história. Ao encontrá-lo, descobre que ele tem outras duas filhas e que exerce com elas o papel de um bom pai. A constatação provoca ressentimento e faz Bia questionar por que aquelas meninas receberam uma versão dele que ela não conheceu. Por que ele consegue ser um bom pai para elas, mas não foi para ela? E, principalmente, por que essa diferença parece alimentar a sensação de que existe alguma coisa errada consigo mesma?

É um arco que toca em uma ferida bastante delicada: o quanto das nossas relações com os pais continua existindo na maneira como nos enxergamos e nos relacionamos com outras pessoas? A série não precisa transformar essa descoberta em uma explicação definitiva para todas as atitudes de Bia. O que torna a história interessante é justamente perceber que compreender de onde vêm determinadas inseguranças não significa que elas desapareçam, muito menos que nossas escolhas deixem de ser responsabilidade nossa.

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Enquanto Bia tenta lidar com os próprios conflitos, Victor também precisa rever a imagem que construiu de si mesmo. Durante boa parte da história, ele ocupa o lugar do cara legal, aquele que parece ser a escolha segura diante do caos que acompanha Bia. Depois do término, porém, começa a questionar se realmente é esse homem tão correto que imagina ser. Afinal, ele também machucou pessoas, traiu a confiança de Paula e tomou decisões que tiveram consequências para quem estava ao seu lado.

Essa reflexão ganha ainda mais força com a participação de Clarice Falcão, que interpreta uma mulher que abriu mão do sonho de ser artista, tornou-se dentista e se casou com um homem que a ama. Ao se envolver emocionalmente com Victor, ela também passa a enfrentar as próprias contradições. A personagem traz uma discussão interessante sobre a distância entre quem somos, quem gostaríamos de ser e as escolhas que fazemos ao longo da vida. Até que ponto uma pessoa boa deixa de ser boa quando toma uma decisão que machuca alguém? Será que somos obrigados a caber em uma definição fixa de certo e errado, mesmo quando nossos sentimentos entram em conflito com aquilo que acreditamos?

A temporada acerta ao não tratar Victor como um prêmio que Bia precisa conquistar nem como um homem perfeito que está sempre disposto a salvá-la. Ele tem suas próprias falhas, e o fato de amar Bia não apaga o modo como suas escolhas afetam outras pessoas. Essa construção é importante porque impede que o relacionamento central seja reduzido à ideia de que basta os dois se amarem muito para que todo o resto se resolva.

Paula, por sua vez, tem um dos melhores desenvolvimentos da temporada. A personagem, interpretada por Rayssa Bratillieri, precisa lidar com a decisão de Victor de abandoná-la para ficar com Bia, enquanto os dois continuam ligados profissionalmente como sócios. A situação poderia servir apenas como combustível para os conflitos do casal protagonista, mas Paula ganha espaço para existir para além da posição de mulher deixada para trás. Para mim, ela está simplesmente espetacular, e seu arco é um dos grandes acertos desses novos episódios.

Marcelo, interpretado por Danilo Mesquita, também retorna à história. No começo, é possível perceber uma versão mais evoluída do personagem, que se aproxima de Bia como amigo. No entanto, o desfecho me deixou com a impressão de que ele acaba voltando a um comportamento anterior ao abandonar a esposa para viver um relacionamento aberto com ela. A decisão enfraquece parte da evolução que parecia estar sendo construída e reforça uma das questões recorrentes da série: até que ponto os personagens realmente mudam ou apenas encontram novas maneiras de repetir os mesmos erros?

Os relacionamentos de Bia também se expandem nesta temporada. Ela passa a se envolver com outras duas pessoas: um cantor sertanejo interpretado por Rômulo Estrela, que enfrenta as consequências de uma traição e da exposição pública depois de falar mal da ex-esposa, e uma publicitária e diretora interpretada por Alanis Guillen, que vem de uma família rica e tem contatos que ajudam Bia a conseguir trabalho. Essa segunda personagem demonstra uma disposição genuína para cuidar de Bia e ajudá-la a sair do poço em que se encontra, mas a dinâmica entre as duas me parece bastante desgastante.

Na minha leitura, existe um desequilíbrio nessa relação. Bia parece receber muito mais do que oferece e, em diversos momentos, dá a impressão de usar a disponibilidade da outra pessoa sem considerar suficientemente o que ela também precisa. É uma dinâmica que incomoda justamente porque a personagem de Alanis parece querer ajudá-la a encontrar algum caminho, enquanto Bia continua presa a comportamentos que prejudicam a si mesma e aos outros. Mais uma vez, a série coloca em cena uma personagem que quer ser amada, mas que nem sempre consegue construir relações nas quais o cuidado seja uma via de mão dupla.

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Outro ponto que continua funcionando é a maneira como Amor da Minha Vida retrata os relacionamentos na era da internet. Aplicativos de namoro, novas possibilidades de conhecer pessoas e a sensação de que sempre existe alguém diferente esperando por nós podem dar a impressão de que encontrar um relacionamento se tornou mais fácil. Mas conhecer alguém não é o mesmo que construir um vínculo. Entre ex-amores, novas paixões e relações que não se encaixam em definições tão simples, os personagens continuam tentando descobrir o que querem e o que estão dispostos a oferecer.

A série não precisa transformar cada conflito em uma grande lição de moral, e isso é um dos seus méritos. Seus personagens erram, magoam pessoas, voltam atrás e, às vezes, parecem incapazes de aprender com as próprias experiências. Nem todas as decisões fazem sentido, nem todos os arcos chegam a uma resolução satisfatória e nem todo mundo termina a temporada melhor do que começou. Ainda assim, existe algo reconhecível nessa bagunça: a vida adulta raramente oferece respostas organizadas, e amadurecer não é um processo linear.

O problema é que a insistência no caos também pode se tornar cansativa. Bia já é uma personagem que toma decisões difíceis de defender, e acompanhar a repetição de alguns comportamentos pode dar a impressão de que a narrativa está girando em círculos. Entendo a proposta de mostrar alguém que resiste ao amadurecimento e que não consegue resolver os próprios conflitos de uma hora para outra, mas existe uma diferença entre retratar uma pessoa que não sabe mudar e deixar que a história repita indefinidamente as mesmas dinâmicas sem que elas produzam novas consequências narrativas.

Ainda assim, a segunda temporada amplia o que a primeira já havia construído. Em vez de encerrar a história no reencontro romântico, a série se interessa pelo que vem depois: a convivência, as escolhas profissionais, as expectativas frustradas, os sentimentos contraditórios e a percepção de que o amor não existe separado do restante da vida. Amar alguém significa necessariamente conseguir construir uma vida em comum? Até quando vale insistir em um relacionamento porque existe amor? E o que acontece quando esse amor continua existindo, mas já não parece suficiente para fazer a relação funcionar?

São perguntas que não têm respostas simples, e Amor da Minha Vida acerta ao não fingir que tem. O título pode sugerir a existência de uma pessoa destinada a ocupar esse lugar para sempre, mas os novos episódios colocam essa ideia em perspectiva. Talvez alguém possa ser o amor da sua vida e, ainda assim, não ser a pessoa com quem você consegue construir a vida que deseja naquele momento. Talvez amar também envolva reconhecer limites, assumir responsabilidades e entender que o sentimento, por mais intenso que seja, não substitui o trabalho de construir uma relação.

No fim, vale a pena investir tempo na segunda temporada? Para quem gostou da mistura de humor, caos e conflitos emocionais da primeira, sim. A série mantém a identidade que conquistou seu público e aprofunda discussões sobre saúde mental, família, trabalho e amadurecimento. Paula se destaca, Victor ganha novas camadas e Bia continua sendo uma protagonista difícil, cheia de contradições e capaz de despertar sentimentos bastante diferentes ao longo dos episódios.

Nem tudo funciona com a mesma força, especialmente quando a narrativa insiste em comportamentos que parecem se repetir sem grandes avanços. Mas a temporada tem mérito ao questionar a fantasia de que encontrar o amor resolve todos os problemas. Às vezes, amar não é o mais difícil. O difícil é entender como viver esse amor sem abandonar os próprios sonhos, sem machucar quem está ao redor e sem transformar a outra pessoa em responsável por resolver aquilo que ainda não conseguimos enfrentar em nós mesmos.

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Review | Olympo – Primeira Temporada

Em Olympo, nova série espanhola da Netflix, atletas de elite treinam sob pressão, escândalos de doping e conflitos pessoais intensos. A trama mistura crítica social, representatividade LGBTQIA+ e mistério em um cenário esportivo competitivo e perigoso.

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“Olympo” é uma produção espanhola original da Netflix que estreou em junho no streaming. Criada por Ibai Abad, Laia Foguet e Jan Matheu, a série acompanha atletas da Espanha treinando em um centro esportivo de alto rendimento (CAR). A trama é protagonizada por Amaia Olaberria (Clara Galle), capitã da seleção de nado sincronizado; Zoe Moral (Nira Oshaia), atleta de heptatlo; e Roque Pérez (Agustín Della Corte), melhor jogador de rúgbi da seleção.

Quando Nuria Borges (Maria Romanillos), dupla de Amaia na equipe de nado, ultrapassa a marca das russas e supera a própria Amaia na piscina, a capitã começa a desconfiar de que alguns atletas estão melhorando seu desempenho de forma inexplicável. A partir disso, inicia uma busca para provar que o CAR está sendo tomado pelo doping. Após esse treino, Nuria desaparece de forma misteriosa, e Amaia passa a investigar o que realmente aconteceu com a amiga.

Comparada por muitos à série “Elite”, outra produção da Netflix, “Olympo” aposta em cenas de sexo e nudez, mas vai além ao abordar temáticas relevantes que enriquecem a narrativa: homofobia nos esportes de elite, a pressão por ser insuperável, a falácia da meritocracia e o uso de substâncias ilegais para potencializar o rendimento, levantando questões sobre o verdadeiro fair play (jogar limpo) no esporte.

Review | Sem Resquícios – Primeira Temporada

Zoe é uma personagem que, à primeira vista, causa antipatia, mas com o tempo conquista o público. Ela perdeu sua melhor amiga em um acidente de carro (que, ao que tudo indica, foi causado por ela) e resiste em usar seu talento esportivo enquanto ainda lida com o luto. É também a primeira a entrar em conflito com Amaia, especialmente após a mulher com quem Zoe se relaciona ser expulsa do CAR por uso de doping e por ela receber patrocínio da Olympo.

Outra personagem que merece destaque é Renata (Andy Duato), parceira de Zoe nas corridas. Inicialmente mais fechada (a ponto de ser apelidada de “muda”), ela eventualmente se abre com Zoe e revela que é intersexo. Por conta disso, precisa realizar tratamentos para conter os níveis de testosterona no corpo, o que afeta diretamente seu desempenho no esporte.

Já Roque é um atleta gay que começa a sofrer represálias por ser assumido em um esporte tipicamente heteronormativo e machista, ainda que ele seja o melhor do time. Amaia, por sua vez, sofre constante pressão da mãe para melhorar seu desempenho, o que leva a série a retratar também a carga psicológica e física imposta a atletas de alto rendimento, além da corrupção e manipulação nos bastidores do esporte.

LesB Cast | Temporada 4 Episódio 02 – Nossos pitacos sobre a segunda temporada de “The Last Of Us”

A temporada termina com um gancho instigante: Amaia desmaia após uma apresentação, levantando dúvidas sobre seu futuro e a possibilidade de estar envolvida com doping. Paralelamente, Zoe é vista entregando uma substância azul ao CADE, o que pode indicar uma virada significativa para o rumo de Olympo.

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Review | Sem Resquícios – Primeira Temporada

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Uma imigrante ilegal mexicana e uma cigana encontram um cadáver em um país europeu. Quais as chances de acreditarem que elas não são as culpadas pelo assassinato? É deste tema que se trata a série da Amazon Prime, chamada “Sin Huellas”, traduzida como “Sem Resquícios”, dirigida por Paco Caballero, Samantha López Speranza, Koldo Serra e Gemma Ferraté.

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A trama apresenta Desi (Carolina Yuste), uma mulher livre, lésbica e divertida, que sabe aproveitar bem a vida noturna da cidade, e é muito engraçada; ela é aquela amiga louca e descontrolada que sempre está pronta para te apoiar com unhas e dentes. E Cati (Camila Sodi), uma mexicana imigrante, doce e até inocente demais, que chegou na Espanha com o objetivo de ganhar dinheiro e trazer a sua filha e a sua mãe para o país e prover uma vida melhor e um futuro diferente para a filha, além de tentar manter o seu casamento com um encostado.

Essas amigas, extremamente atrapalhadas, dividem um apartamento e trabalham juntas em uma empresa de limpeza. Logo no início da série, elas descobrem que a empresa onde trabalhavam, de forma terceirizada, declarou falência e ambas estavam demitidas.

Na busca de encontrar um trabalho rápido, acabam aceitando uma oportunidade de limpar a casa de uma família milionária. Ao serem contratadas, descobrem que, na verdade, ali foi a cena de um crime, se deparam com um corpo de mulher recém assassinada e para piorar, pegam acidentalmente uma mala cheia de euros e placas de ouro, que seriam destinadas a uma gangue de assassinos russos.

É, neste momento, que elas se dão conta que devem se livrar da culpa de um assassinato que não cometeram e de russos que querem matá-las por terem roubado o dinheiro destinado a eles. Como podem se livrar desta confusão ao qual foram colocadas e ainda saírem vivas? Uma certeza é que “Sem Resquícios” garante boas risadas e surpresas, com uma comédia de muita qualidade, ação e um casal sáfico com uma química extrema.

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Ao sermos introduzidos ao núcleo policial, fica claro que a policial investigadora do caso é a ex-namorada da Desi. Claro que, ao longo dos episódios, surge a necessidade de saber mais sobre a relação de Desi e Irene (Silvia Alonso), a policial que entra na história investigando o crime e acaba se tornando cúmplice na busca de comprovar a inocência das meninas.

Acompanhamos pequenos flashbacks sobre a relação delas, o motivo da separação e o dia a dia dessa construção. A química das atrizes é muito forte e através do olhar expressam os sentimentos. Inclusive, os diálogos são bem elaborados.

Esta produção é uma indicação excelente para o final de semana, contudo, apenas para quem tem estômago “forte”, já que algumas cenas fortes e sangrentas fazem parte desta comédia espanhola.

Com um elenco de rosto conhecidos, por quem consome produções espanholas, um roteiro incrível, uma trilha sonora dançante e aqueles puxões de orelha nos preconceitos e temas tabus, que são abordados de forma inteligente, “Sem Resquícios” é uma produção que vale muito a pena.

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Review | Grease: Rise of The Pink Ladies – Primeira Temporada

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“Grease: Rise of The Pink Ladies” é uma série de musical romântica dramática criada por Annabel Oakes (“Awkward”). A produção é um prequel do musical de mesmo nome, lançado em 1978. A série é ambientada em 1954, quatro anos antes da história de amor entre Danny Zuko e Sandy Olsson. Enquanto a gangue dos T-Birds já existe, a narrativa se propõe a mostrar como a gangue das Pink Ladies surgiu.

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A narrativa acompanha a vida de Jane (Marisa Davila), uma adolescente que namora secretamente o quarterback Buddy (Jason Schmidt) até que ele permite que a escola inteira acredite em rumores inapropriados sobre ela. Em uma cidade onde cada pessoa é definida por sua reputação, isso a deixa alucinada para reparar o que as pessoas pensam sobre ela. Dessa forma, acaba se unindo a mais três párias sociais: Olivia (Cheyenne Isabel Wells), Cynthia (Ari Notartomaso) e Nancy (Tricia Fukuhara).

Olivia é uma estudante inteligente que manchou sua reputação no ano letivo anterior ao se envolver romanticamente com um professor. Nancy é uma aspirante a designer de moda e uma esquisita socialmente que foi largada pelas amigas por causa de garotos. Por fim, tem Cynthia, que sonha em se juntar aos T-Birds e vestir orgulhosamente a jaqueta de couro. Com o intuito de iniciar uma revolução no Rydell High, elas criam a gangue de garotas Pink Ladies.

A personagem de Notartomaso é uma verdadeira moleca e não performa feminilidade. Quando ela é obrigada a entrar no grupo de teatro (por causa das confusões que as Pink Ladies cometeram), acaba conhecendo Lydia (Niamh Wilson), uma atriz dedicada e totalmente confiante de suas habilidades artísticas, que a princípio desaprova as aptidões de Cynthia.

Em uma energia “enemies to lovers”, Cynthia e Lydia são forçadas a treinar falas da apresentação do clube de teatro todos os dias, o que aflora os sentimentos das duas. Da hostilidade pura e muitos beijos de “brincadeirinha”, começam a desenvolver sentimentos reais uma pela outra. Além delas serem um casal bem explorado e com bastante química, apesar de escondido por causa do contexto da época, Cynthia protagoniza um momento de saída do armário sensível e genuíno ao lado de uma das suas melhoras amigas Nancy.

“Grease: Rise of The Pink Ladies” é uma série que sabe mesclar bem a década de 1950 com referências ao mundo moderno da geração Z. As músicas não são muito cativantes se comparadas ao musical original, no entanto, a história da produção conquista nos detalhes: as menções ao filme, o grupo de garotas encantador e principalmente, a representatividade e diversidade do elenco.

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Infelizmente, a produção foi cancelada com apenas uma temporada e sairá do streaming da Paramount+ nos próximos dias. A série não teve a oportunidade de encontrar seu público ideal e explorar ainda mais a história das personagens principais, que individualmente e coletivamente, possuíam muito potencial.

Leve e revigorante, a produção conseguiu debater temas como racismo e sexismo, e ainda entregar cenas nostálgicas para quem acompanhou a história de amor de Danny e Sandy. “Grease: Rise of The Pink Ladies” tinha uma potencialidade absurda de brilhar, mas, para a tristeza do público, a série acabou cedo demais e só deixou a saudade do que poderia ser uma narrativa épica.

LesB Nota
  • Roteiro
  • Direção
  • Personagens
4.7

Sinopse

Um spinoff do musical original de John Travolta e Olivia Newton John de 1978.

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Bombando