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5 séries de época com representatividade sáfica para quem ama romances proibidos

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Se você ama séries de época, figurinos impecáveis, sociedades cheias de regras e aqueles romances que parecem ainda mais intensos justamente porque não deveriam acontecer, esta lista é para você. Entre a Madri dos anos 1920, a Londres do século XIX e os Estados Unidos dos anos 1940, existem histórias que colocam relações entre mulheres no centro de suas narrativas.

Selecionamos cinco séries que combinam diferentes períodos históricos com representatividade LGBTQIA+, passando por romances sáficos, personagens queer e histórias que também questionam os papéis impostos às mulheres em suas épocas. E tem de tudo: poesia, telefone, beisebol, aristocracia e muito drama.

1. As Telefonistas

Ambientada em Madri nas décadas de 1920 e 1930, As Telefonistas acompanha quatro mulheres que trabalham em uma companhia telefônica. A produção espanhola mistura drama, relações pessoais e as transformações sociais vividas pelas personagens, além de ser classificada pela Netflix como uma série de época e LGBTQIA+.

Entre as tramas sáficas está a relação entre Carlota (Ana Fernández) e Sara (Ana Polvorosa), que ganha espaço ao longo da história. A série também apresenta uma trajetória de identidade de gênero envolvendo Sara, que posteriormente passa a ser apresentada como Óscar. Por isso, a história das duas deve ser entendida dentro de uma narrativa mais ampla sobre gênero, sexualidade e liberdade.

Para quem gosta de histórias de época com personagens femininas ocupando diferentes espaços e enfrentando as expectativas da sociedade, é uma opção que mistura romance, drama e transformação social.

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2. Dickinson

E se a vida de uma das maiores poetas da literatura ganhasse uma releitura cheia de ousadia? É justamente essa a proposta de Dickinson, série da Apple TV+ protagonizada por Hailee Steinfeld como Emily Dickinson.

Ambientada no século XIX, a produção acompanha Emily enquanto ela enfrenta as limitações impostas pela sociedade e pela própria família. Entre os elementos centrais da narrativa está sua relação com Sue, interpretada por Ella Hunt. A série desenvolve entre as duas um romance sáfico, explorando uma ligação que vai além da amizade.

É uma escolha especialmente interessante para quem gosta de produções de época que não ficam presas a uma representação totalmente convencional do passado. Aqui, a história de Emily ganha uma leitura contemporânea sem abandonar o contexto histórico em que a personagem está inserida.

3. Os Bucaneiros

Em Os Bucaneiros, a Londres da década de 1870 é o cenário para a chegada de jovens americanas enviadas à Inglaterra em busca de casamentos e status social. Inspirada na obra inacabada de Edith Wharton, a série coloca em conflito os costumes americanos e britânicos enquanto suas personagens tentam encontrar seus próprios caminhos.

Entre elas estão Mabel Elmsworth e Honoria Marable, interpretadas por Josie Totah e Mia Threapleton. As duas protagonizam uma relação amorosa sáfica que se desenvolve em meio às regras e expectativas daquele período.

A série também ganhou uma segunda temporada, lançada em 18 de junho de 2025, e foi renovada para terceira temporada. Para quem procura uma produção de época com romances, amizades, rebeldia feminina e uma boa dose de drama social, Os Bucaneiros entra facilmente na lista.

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4. Gentleman Jack

Poucas histórias de época conseguem unir romance e registros históricos de maneira tão direta quanto Gentleman Jack. A produção da BBC/HBO foi criada por Sally Wainwright e é baseada nos diários codificados de Anne Lister, acompanhando sua relação com Ann Walker.

Anne Lister, interpretada por Suranne Jones, e Ann Walker, vivida por Sophie Rundle, tiveram uma relação romântica documentada historicamente. Os registros preservados mostram que a relação entre as duas desafiava as normas sociais do século XIX, enquanto os diários de Lister também registram seus relacionamentos com mulheres.

Na segunda temporada, Anne Lister e Ann Walker passam a viver juntas como esposas. Como a série parte de personagens e acontecimentos históricos documentados, vale lembrar que Gentleman Jack também é uma dramatização: a produção transforma esses registros em uma narrativa televisiva.

5. A League of Their Own

Se você prefere uma série de época que troca os salões aristocráticos por campos de beisebol, A League of Their Own pode ser a escolha certa. Ambientada no contexto do beisebol profissional feminino nos Estados Unidos da década de 1940, a produção acompanha mulheres que buscam construir uma carreira no esporte.

A série amplia a história apresentada pelo filme de 1992 e inclui narrativas LGBTQIA+. Carson Shaw (Abbi Jacobson) desenvolve uma relação com Greta Gill (D’Arcy Carden), enquanto Max Chapman (Chanté Adams) também vive uma trajetória afetiva com mulheres. A sexualidade das personagens aparece ligada aos conflitos e às limitações sociais daquele período.

Há, porém, um detalhe importante para quem pretende começar a série: A League of Their Own foi cancelada após a primeira temporada, depois de uma segunda temporada ter sido inicialmente renovada. Assim, a história disponível termina após esses episódios.

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Qual dessas séries combina mais com você?

Entre romances escondidos, sociedades que impõem regras às mulheres e personagens tentando encontrar liberdade em diferentes períodos históricos, essas cinco produções mostram que histórias sáficas podem aparecer de muitas formas dentro das narrativas de época. As produções listadas passam por contextos completamente diferentes, mas têm em comum personagens femininas que desafiam, de maneiras distintas, aquilo que era esperado delas.

E, para quem já colocou todas essas na lista, fica uma sugestão extra: The Confessions of Frannie Langton, minissérie de época ambientada na Londres georgiana. A produção acompanha Frannie Langton, uma jovem jamaicana que chega a Londres e se envolve com Madame Marguerite Benham enquanto é acusada de assassinato. A história tem quatro episódios e aborda uma relação amorosa entre as duas, além de temas como raça, classe e escravidão.

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