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Museu da Diversidade Sexual recebe lançamento do Calendário LGBTQIA+ 2020

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Por Carla Rocha

Você sabe em que dia é comemorado o Dia da Celebração Bissexual? E o dia do orgulho lésbico? E o Dia da Visibilidade Trans? Apesar de serem datas muito relevantes para o reconhecimento das nossas identidades e conquistas, em geral, não estão destacados nos calendários nacionais e só ficamos sabendo muito em cima da hora. Por isso, é fundamental trazer esses temas à tona, gerando debates e destacando sua importância, sempre que possível. Pensando em trazer mais visibilidade para a causa, o projeto GRIGIO criou um Calendário LGBTQIA+ 2020 com as principais datas: “Em geral, só ficamos sabendo muito em cima da hora de datas como o Dia da Celebração Bissexual e o Dia da Visibilidade Trans, por exemplo, porque falta um documento que reúna essas informações de forma unificada”, explica Lucas Rodrigues, idealizador do projeto.

O Calendário LGBTQIA+ 2020, que será lançado neste sábado, 11 de janeiro, no Museu da Diversidade Sexual de São Paulo – é ilustrado com fotos do projeto GRIGIO, uma iniciativa que apresenta histórias e relatos de diferentes membros da comunidade em um perfil no Instagram (@grigio.cc) que tem como objetivo trazer mais visibilidade para a comunidade LGBTQ+. “Acreditamos que a luta por mais direitos vai além das questões relacionadas à identidade de gênero e sexualidade”, destaca Lucas. Cada mês será representado por um dos entrevistados, totalizando 12 convidados.

O idealizador do projeto conta que a ideia surgiu há alguns anos, mas, só foi colocada em prática a partir de outubro do ano passado (2019), “a ideia do projeto é jogar luz nas experiências das pessoas LGBTQ+ dentro da comunidade, para fortalecer os laços e tratar de questões sobre as quais a gente precisa falar para poder aproveitar de verdade todas as possibilidades do arco-íris”. Ainda de acordo com o mesmo, a ideia surgiu de um incômodo em perceber que, dentro da comunidade LGBTQ+, ainda se reproduzia muitos dos preconceitos da sociedade, muitas vezes por falta de informação. “Por isso decidi criar um espaço onde as pessoas pudessem contar suas experiências pessoais, para que as outras se enxergassem e a gente pudesse se fortalecer enquanto comunidade”, complementa.

Para reforçar ainda mais o movimento LGBTQ+, todo o lucro da venda dos calendários* será revertido para a Casa1, espaço de acolhimento e centro cultural localizado na cidade de São Paulo. Neste calendário, que será vendido por R$20,00, também foram registradas feriados nacionais e também datas importantes relacionadas aos movimentos negro, feminista e indígena.

*A edição é limitada, com apenas 100 unidades a venda e quem não puder comparecer ao lançamento pode mandar mensagem lá no perfil do projeto Grigio.

SERVIÇO

Lançamento do Calendário LGBTQIA+ 2020
Data: 11 de janeiro, sábado, das 15 às 18 horas
Local: Museu da Diversidade Sexual de São Paulo (dentro da Estação República do Metrô)
Entrada gratuita

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

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Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando